Canais MTV e VIVA transmitem reportagem sobre o Shogi, o xadrez japonez

Estimado Senhor Francisco Vieira,
Yo estaria muy feliz cuando se podia publicar la información siguinte en ALA DE REI.
Muchissimas gracias en adelante!
Le saluda atentamente.
Dr. René Gralla
Hamburgo (Alamania)

Shogi nos canais MTV (Game One) e VIVA em 13/5/2011

Recebi do amigo Dr. René Gralla, jornalista de xadrez da edição alemão do ChessBase, o seguinte texto

Hay gente que duda que el ajedrez es propósito para la televisión. Los pesimistas no tienen razón, muy al contrario: El ajedrez ES PROPÓSITO para LA TELEVISIÓN, sin duda alguna – en tanto el ajedrez se presenta de una manera interesante que estimula la imaginación.

El argumento contundente: La cadena MTV – la misma cadena que tiene SHAKIRA y LADY GAGA y amigas y amigos en sus programas – ha emitido un reportaje del AJEDREZ (!) … aunque un reportaje del ajedrez JAPONÉS, es decir: del SHOGI. Pero el ajedrez es el ajedrez es el ajedrez clásico (es decir: el ajedrez “nuestro”) es el ajedrez chino (es decir: el XIANGQI) es el ajedrez japonés (es decir: el SHOGI) es el ajedrez … es igual, lo que cuenta es el hecho QUE HAY EL AJEDREZ en LA TELE.

En la programa de MTV que se llama GAME ONE se puede ver el colaborador de ChessBase, el Dr. René Gralla explicando la historia y las reglas del SHOGI con piezas figurativas en vez de pictogramas japoneses. Además el Dr. René Gralla juga una partida rapida contra el presentador Budi, uno de los dos presentadores de GAME ONE, Simon y Budi.

Para ver el video – con subtítulos en ESPANOL!!, una producción de la cadena ONIGIRI TV de Perú – solo tienen que hacer clic en el enlace que viene:

http://www.youtube.com/watch?v=OTIolor_038

El ajedrez no es propósito para la televisión? El derrotismo, i no gracias!: Si es posible que se da paso al ajedrez (si bien: al ajedrez japonés) en la cadena MTV, todo sera posible … para el ajedrez clásico también!

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Kasparov esteve no Parlamento Europeu a promover a introdução do xadrez nas escolas europeias

O ex-campeão mundial de xadrez, o GM Garry Kasparov, esteve, em nome da Fundação Kasparov, no Parlamento Europeu, com o deputado búlgaro Slavi Binev, acompanhados do presidente da European Chess Union (ECU), Silvio Danailov, numa conferência de imprensa para apresentarem o Projecto Xadrez nas Escolas (Project Chess in School).

O projecto da Fundação Kasparov Chess in European Schools, com o apoio da ECU, de acordo com o sítio do Parlamento Europeu, tem

«… por objectivo introduzir o ensino do xadrez nas escolas europeias, proporcionando um curso completo de ensino do xadrez, fornecendo tabuleiros e  jogos de xadrez e informação e preparando os professores.»

Ver, a este propósito, a reportagem de Fernando de Sousa, correspondente da SIC em Bruxelas, transmitida no programa Europa XXI, no passado dia 15/10/2011.

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Comité Olímpico procura verbas alternativas após cortes nos apoios do Estado

De  acordo com a informação da RTP,

O Comité Olímpico de Portugal está à procura de verbas alternativas para compensar os cortes nos apoios do Estado. No arranque da terceira edição da Semana Olímpica Vicente Moura explicou que os cortes vão ter impacto nas contas das federações desportivas. No evento também marcou presença o Secretário de Estado do Desporto e da Juventude.

Mais uma organização desportiva que vai ter de fazer pela vida. Enquanto isso, as nossas federações continuam descansadas à espera que os cheques lhes vão para às contas.

Se o Orçamento estatal lhes diminuir o mesmo montante que o Estado vai retirar aos seus funcionários, tal significa que vão receber menos 15%.

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“Os limites do poder” pelo juiz Rui Rangel

Artigo publicado no Correio da Manhã, de 20/10.

O exercício do poder democrático, por via do voto, tem ou não limites? A democracia consente o exercício de poder público, sem regras, onde caiba e conviva a incompetência grosseira, mesmo que essa incompetência sacrifique o futuro de gerações e gerações, com medidas severas, esmague os direitos das pessoas e confisque direitos adquiridos? 

Bem sei o que dirão os puristas da democracia. Dirão que só existe um limite, um tipo de responsabilidade, a que decorre do voto. Dirão que na responsabilidade política o juiz é o povo, o que autoriza a incompetência grosseira mesmo com as consequências trágicas apontadas. Tudo se passa, de quatro em quatro anos, no jogo eleitoral. É só uma questão de vitória ou derrota eleitoral. Perdendo as eleições, o único “prejuízo” que os políticos sofrem é poderem gozar a sua vidinha com uma boa reforma, apesar de terem destruído o País e exaurido os portugueses até ao último euro. A responsabilidade política não quer nem está interessada em apurar, com transparência e rigor, o que foi feito, como foi feito e porque foi feito. Se existisse esse rigor, por exemplo, nas parcerias público-privadas, que custaram milhões de euros a mais, se calhar as cadeias não tinham espaço suficiente para tanta gente. Esta forma de usarem e abusarem da democracia exige que se pense num outro tipo de responsabilidade. E não se trata de nenhuma deriva populista. Santa paciência. A boa democracia não pactua com esta forma de gerir os dinheiros públicos, nem com a brutalidade dos sacrifícios que são pedidos, violando a Constituição e o princípio da equidade. A Constituição não pode ser respeitada só quando dá jeito. A justiça e a equidade foram varridas com estas medidas orçamentais que ultrapassaram os limites do eticamente aceitável.

Num quadro de normalidade, sem incompetências grosseiras – e fico-me só por estas –, sem consequências terríveis na vida das pessoas, a responsabilidade deve ficar confinada ao voto. Infelizmente, não é, agora, esse o caso. Por isso deve equacionar-se a responsabilidade civil e criminal dos políticos, mas não ao estilo da lei que temos, medrosa, confusa e recheada de conceitos indeterminados para ficar tudo na mesma. Então o legislador ia criar uma lei exigente, dura e rigorosa para si próprio? Este tipo de leis é para os outros. Para quem manda e tem poder, a lei é branda, inócua, apenas para dar a aparência que existe e que não há impunidade. Para este tempo novo na forma de fazer política, creio que é necessário pensar num novo quadro de responsabilidade criminal e civil que puna exemplarmente quem usa e abusa da democracia. O Povo que fale através do referendo.

Sublinhados da responsabilidade de Ala de Rei.

Excelente artigo do Dr. Rui Rangel, do melhor que tenho lido.

A comparação entre o Governo do país e a Direcção da FPX não é pura coincidência. Mutatis mutandis, como diria o juiz, substituam-se as personagens, os cargos e as situações e parece que foi escrito sobre o xadrez em geral e a Federação Portuguesa de Xadrez em particular.  É uma pura coincidência, mas dá que pensar.

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Ainda as incompatibilidades na Federação Portuguesa de Xadrez. No acumular é que estão as incompatibilidades – uma, duas ou três! Ninguém fiscaliza

astridsouthey ©

O artigo 49º (incompatibilidades) do Regime Jurídico das Federações Desportivas, constante do Dec-Lei nº 248-A/2008, está reproduzido no artigo 4º, nº 1 do Regulamento Eleitoral e no artigo 12º, nº 2 dos Estatutos da Federação Portuguesa de Xadrez.

Num comunicado, a FPX afirma que «não parecem suficientemente esclarecedores, necessitando de algum detalhe». Mas, a confusão, a haver, foi criada pelos autores da redacção do regulamento eleitoral que entenderam complicar o que estava claro, simples e acessível, acrescentando um número 2, com quatro alíneas.

Em termos práticos, o que resulta desta (aparente) confusão é que nem o Regulamento Eleitoral nem o Regime Jurídico das Federações Desportivas, um regime legal imperativo, que não admite reservas na sua aplicação, nunca foram cumpridos na Federação Portuguesa de Xadrez – ver o excelente texto de Carlos Sirgado  A Fábula das Incompatibilidades escrito há 2 anos - perante a indiferença, o conformismo e ou a concordância dos presidentes da FPX, António Bravo e Jorge Antão, do presidente do IDP, Luís Sardinha e do secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias.

Objectivamente, é esta a única leitura possível dos acontecimentos quando uma lei do Estado não é cumprida nem mandada fazer cumprir no seio da FPX.

Qualquer caloio de direito ou mesmo o chamado homem da rua já sabe ou sentiu na pele que «a ninguém aproveita o desconhecimento da lei», e, no entanto,  não houve, até aqui, vontade de cumprir a  lei nem ninguém foi incomodado pela falta de cumprimento.

Desde que os delegados à assembleia geral da FPX foram eleitos até ao momento presente, muito poucos se preocuparam com as incompatibilidades no seio da FPX. E os poucos que ousaram questionar foram silenciados ou simplesmente ignorados, como tomei conhecimento pessoal.

Na minha presença na assembleia geral da FPX (Abril de 2011) pude constatar o desprezo manifestado pelo assunto pelo presidente da mesa da assembleia geral quando abordei a questão das incompatibilidades, dizendo que «não estão aqui em discussão». Pois não, não estão ali nem em lugar algum, porque a questão continua em aberto, desde há 2 anos atrás, sem qualquer interesse da parte do senhor presidente, que acumula na sua pessoa duas incompatibilidades (que sejam do meu conhecimento).

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A FPX não compreende o que está escrito sobre incompatibilidades no decreto-lei que estabelece o regime jurídico das federações desportivas?

A FPX divulgou no sítio oficial o seguinte comunicado:

Lembra-se que é incompatível relativamente aos órgãos da Federação o exercício no seu âmbito de funções como dirigente de clube ou associação, árbitro, juiz ou treinador no activo. São órgãos da FPX: AG, P, D, CF, CD, CJ, CA. Os estatutos e regulamentos da FPX não parecem suficientemente esclarecedores, necessitando de algum detalhe.

Algumas Federações já tiveram essa preocupação, por forma a aplicar de forma clara a figura de «activo». Por exemplo-Um treinador no activo pode ser delegado a representar os treinadores activos? Um presidente de um clube pode ser delegado dos árbitros e ser também árbitro activo?

2011-10-17

Deduz-se deste comunicado não assinado da FPX, publicado ontem, 17/10, no sítio oficial, que a Direcção? não leu ou não se preocupou com o diploma que estabelece este regime de incompatibilidades.

A redacção dos estatutos e regulamentos pode não ser a mais feliz e compreensível para certas mentes, mas isso é irrelevante para saber que as incompatibilidades na FPX já existiam antes deste regime jurídico ser aprovado.  Desde a sua entrada em vigor (em 26 de Julho de 2009) e após as eleições para delegados da assembleia geral e restantes órgãos sociais da FPX em 2009 ninguém se preocupou com esta situação, não obstante, as constantes denúncias em Ala de Rei.

É irrelevante o que se encontra escrito nos estatutos e regulamentos se não respeitar o disposto no regime jurídico em vigor e este é bem claro. Por isso, basta ler o artigo 49º do Decreto-Lei nº 248-B/2008, de 31 de Dezembro e aplicar o que lá se encontra escrito:

Artº 49º

Incompatibilidades

É incompatível com a função de titular de órgão federativo:

a) o exercício de outro cargo na mesma federação;

b) A intervenção, directa ou indirecta, em contratos celebrados com a federação desportiva;

c) Relativamente aos órgãos da federação ou da liga profissional, o exercício. no seu âmbito, de funções como dirigente de clube ou de associação, árbitro, juiz ou treinador no activo.

É simples não é? É só ler e ver quem está nestas condições!
Vai uma ajudinha?
Três estão na mesa da assembleia geral da FPX!
Dois estão na direcção  da FPX!
Um está na presidência da FPX!

Mas há mais. Muitas mais incompatibilidades. 

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FPX divulga acórdão do Conselho de Disciplina sobre pedido de processo disciplinar a Maria Armanda Plácido

A FPX divulgou no sítio oficial o seguinte comunicado:

«A AXL enviou para o CD da FPX uma participação referente a actos que terão sido praticados por um dos seus dirigentes [Maria Armanda Plácido], durante o exercício do cargo. Esta participação feita pelo Presidente da Mesa da AG da AXL, com data de 17/08/2011, na sequência de uma AG da AXL de 20 de Maio de 2011, foi entregue pessoalmente na sede da FPX na mesma data de 17/08/2011.

De acordo com a alínea b) do nº 1 do artº 8º do Dec-Lei nº 248[B]/2008 de 31/12 (novo RJFD), a FPX informa do conteúdo do procedimento disciplinar, do qual constam os seguintes elementos:

a) fornecidos pela AXL-1-Participação disciplinar, 2- Cópia de mensagem electrónica; 3- Cópia de acordo; 4, 5, 6 – Anexos de de ficheiro excel; 7- Cópia de mensagem electrónica; Cópia de documento; 9- Acta da AG nº 47 da AXL; 10- Anexo à ata nº 47.

b) Acórdão do CD da FPX, de 11 de Outubro de 2011.

De notar que os factos se referem a data anterior ao actual mandato dos órgãos sociais e terão ocorrido no âmbito da AXL.
Os documentos são publicados em baixo»

2011-10-17

O presidente da mesa da assembleia geral da AX Lisboa distribuiu pelos dirigentes do xadrez distrital, no dia de ontem (17/10), cópia do acórdão do conselho de disciplina da FPX de 11/10/2011.
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Não é verdade que mais signifique melhor, por vezes, os recursos necessários aos mais necessitados não chegam por necessidade de distribuição por todos

António José Silva, escreveu este domingo (16/6) o texto Nova época e velhas polémicas, no blogue Chlorus. O universo descrito é a natação mas poderia muito bem ser o xadrez.

Pela sua importância permito-me transcrever parte do seu artigo:

© 2011 toonpool.com

Começo esta crónica no arranque de uma nova época desportiva pela manifestação de vontade e desejos.

(…) um desejo para que possamos transformar crises em oportunidades de crescimento. Duas ideias chave emergem, desde logo, nesta reflexão.

O motivo da existência de associações desportivas (clubes, associações e federações) é o de proporcionar as melhores condições para a massificação, quantidade, e elitização, qualidade, dos desportistas. Não deveriam de existir organizações que fazem da perpetuação da sua existência o objectivo último da sua actividade. É o mesmo que tentar justificar a manutenção de uma escola sem alunos, com os funcionários, docentes e não docentes a serem pagos e sem alunos que justifiquem a sua acção de intervenção social. É o mesmo que justificar a manutenção do que existe, mesmo sabendo que outras fórmulas de organização poderiam redundar em ganhos de eficiência e menos desperdícios que seriam canalizados para o objectivo central: a actividade.

A este propósito, ao nível local, deveriam ser feitos esforços de procurar sinergias e vasos comunicantes com transvases para que a proliferação de clubes com vocação desportiva se estanque. Cada clube exige uma estrutura de suporte que pressupõe gastos que terão de ser sustentados pelos mesmos (erário público ou privado) a despeito dos que mais precisam.  (…)

Não é verdade que mais signifique melhor. Mais, por vezes, e neste caso já estamos nós por vezes, pressupõe que recursos necessários para os mais necessitados a eles não cheguem por necessidade de distribuição por todos. 

Temo, ainda, que se tal não for feito por iniciativa livre de cada um dos clubes, além de não poder ser viável numa fase posterior, poderá redundar no fecho por insustentabilidade de muitos.

Nota: O texto, escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico, foi adaptado para a grafia anteror ao acordo.

Vale bem a pena reflectir, neste assunto, em especial, no «apoio ao desenvolvimento regional da modalidade», conforme consta dos Estatutos da FPX desde, pelo menos há mais de 10 anos.

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O que se passa com a arbitragem no xadrez que não tem rei nem roque? O Conselho Nacional de Arbitragem serve para alguma coisa?

© 2011 deviantART.

A FPX divulgou ontem na sua página oficial um Regulamento de Licenças Desportivas Época 2011/2012.

O Xadrez, é nos termos legais em vigor, uma modalidade desportiva individual não carecendo o praticante, seja ele jogador, treinador ou monitor ou árbitro, de inscrição por um clube desportivo. A situação já era clara, mais ainda ficou com o despacho publicado.

Não se compreende, por isso, a teimosia da Direcção da FPX em fazer interpretações convenientes da legislação em vigor, em benefício exclusivo da sua organização administrativa.

Um árbitro não tem que ser inscrito ou filiado na FPX por um clube desportivo. Já não o era no passado.

É, por outro lado, curioso que o Regulamento exija no ponto 10. que «Os Árbitros, para requererem a licença desportiva, terão de fazer prova dessa qualidade».

Quando era suposta a simplificação, temos a complicação, desenvolvendo-se a burocracia: um árbitro tem de fazer prova que é árbitro. E já agora como? Exibindo o “Diploma”, oferendo uma fotocópia ou os “boletins de encontro” assinados pelo árbitro, provando que já arbitrou e que estão em poder da FPX, ainda que, na prática, estejam guardados (a pedido da FPX) nos clubes? Mas, se esses boletins serviram no passado para certificarem resultados, homologados pelas direcções das provas oficiais, para quê mais papel?

A arbitragem sempre foi um sector menor (ou incómodo, como já ouvi chamar) na FPX e nas associações distritais. Porque não exige a Federação Portuguesa de Xadrez que os encontros das provas oficiais como os Campeonatos Nacionais da II e III Divisões e a Taça de Portugal sejam arbitrados por árbitros, nomeados pelo Conselho Nacional de Arbitragem?

Porque permite a FPX que os encontros oficiais “menores” sejam arbitrados pelos delegados dos clubes visitados, permitindo verdadeiros escândalos, como aconteceu, recentemente, em que o árbitro-delegado-do-clube-da-casa, beneficiou escandalosamente o clube da casa? Mas, nem esse caso serviu de exemplo nem a situação foi analisada  como se impunha.

Eu tenho, o curso e o título de Árbitro Distrital e, no entanto, desde há 2 ou 3 épocas que venho arbitrando, a título de «delegado da equipa visitada», os encontros oficiais dos Campeonatos Nacionais da II e III Divisão e da Taça de Portugal, em Odivelas, pelo Ginásio Clube de Odivelas. 

Além de inadmissível e anti-desportivo, a situação parece não importunar as direcções da Federação Portuguesa de Xadrez e os seus Conselhos Nacionais de Arbitragem que se têm sucedendo. Porque não é aqui cumprido o regime jurídico das federações desportivas?

O IDP, que no passado, tão zelosamente mandou adaptar administrativamente os estatutos federativos só se preocupou com a “fachada”, com as estatísticas e não com o cumprimento escrupuloso das suas disposições. 

E, como se isso não bastasse, membros do CN Arbitragem ainda se permitiram arbitrar provas oficiais. Fazem auto-nomeações ou são nomeados pela direcção federativa?

Ninguém tem a responsabilidade desta situação? Ou não há tempo ou interesse em que o assunto seja abordado e resolvido.

A terminar, quem nomeia os árbitros no xadrez federativo? Onde estão a actas das reuniões do Conselho Nacional de Arbitragem que provem que o õrgão existe, funciona e delibera com liberdade e isenção, como órgão social independente da Federação Portuguesa de Xadrez, em especial, do presidente e da direcção?

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Começa hoje a época 2011/2012 de xadrez. O que nos reserva o futuro?

Sabemos que o xadrez português bateu no fundo. Quando esperávamos que já tinha chegado ao fundo, ficamos a saber que o fundo é mais adiante, mais ao fundo.

Quando não estávamos refeitos de um passado próximo com a catastrófica gestão da Federação Portuguesa de Xadrez de Luís Costa, tivemos a atribulada gestão de António Bravo, com os burlescos e trágicos episódios acontecidos nas Olimpíadas de Dresden com a super dirigente federativa (jogadora suplente «que não vai jogar», vice-presidente da direcção da FPX, delegada ao congresso da FIDE, chefe da comitiva  e presidente da direcção da AX Lisboa) Maria Armanda Plácido e a  sua “auto?-expulsão” da vice-presidente da FPX.

Entretanto, apareceu um regime jurídico das federações desportivas que ninguém pediu, antes foi imposto pelo governo, mas que não é cumprido, desde logo, sendo manipulado na sua aplicação, condicionando a verdadeira e democrática representação do xadrez nacional que conduziu impunemente à situação degradante de falta de quórum no órgão  máximo deliberativo da federação.

Nem os estatutos alterados foram legalizados, nem os delegados eleitos foram respeitados, nem as incompatibilidades forram corrigidas, nem as actas, elaboradas de forma digna e correcta foram respeitadas. Uma festança… Ah, é verdade, falta referir como os acontecimentos do(s) episódio(s) do célebre artigo 36º incomodaram o senhor presidente da FPX e, porventura, por contágio, os senhores directores, com excepção de um, que terá batido com a porta, segundo me chegou aos ouvidos. 

Na Associação de Xadrez de Lisboa, ficámos a saber que a sua presidente retirou verbas da conta bancária da AXL para contas pessoais. Nada que preocupasse o tesoureiro de então.

O assunto, que se pretendia ver silenciado da opinião pública e dos próprios xadrezistas, foi denunciado pelo vice-presidente da Direcção, Ruben Elias, que disponibilizou em Ala de Rei, provas de que na gestão anterior da AXL (Maria Armanda Plácido e Luis Alves) tinha havido apropriação ilícita de bens. 

A assembleia geral da AX Lisboa aprova uma investigação ao mandato anterior (2007/2010) e a pede à FPX que instaure um processo disciplinar a Maria Armanda Plácido.

Entretanto, aguardam-se eleições para os órgãos sociais da AXL e para delegados à assembleia geral e restantes órgãos sociais da FPX. 

Em Junho, o secretário de Estado do Desporto e o presidente do Instituto do Desporto de Portugal a quem, eu fiz chegar um documento sobre situações importantes no xadrez português, mudaram. Os novos os dirigentes precisam de conhecer o documento enviado, se, entretanto, não o encontraram perdido numa qualquer gaveta.

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«Aquilo que penso é que este Regime Jurídico não serve a maior parte das federações, são as próprias federações que o dizem» por isso «será alterado depois dos Jogos de 2012» afirmou o Dr Alexandre Mestre, sec. Est. Desporto

Alexandre Mestre, o novo secretário de Estado do Desporto, concedeu umaAlexandre Mestre, actual secretário de Estado do Desporto e da Juventude, é especialista em Direito do Desporto entrevista ao jornal desportivo ‘Record‘. Pela sua importância, em especial, a parte relacionada com o Regime Jurídico das Federações Desportivas, permito-me transcrever na sua totalidade.

O novo secretário de Estado do Desporto e Juventude faz um primeiro balanço de três meses e levanta várias pontos dos véus, a começar pela futura alteração da polémica lei de bases, passando pelos Centros de Alto Rendimento, sem esquecer os modelos de gestão das federações desportivas.

RECORD – O que sentiu ao regressar à Secretaria de Estado onde já tinha trabalhado com Hermínio Loureiro? Mudanças, tudo na mesma?

ALEXANDRE MESTRE – Primeiro, senti uma grande alegria por voltar a um local onde fui feliz, regressar a alguns temas que ficaram pendentes desde 2005 e avançar para novas ideias e novos projetos. Mas fundamentalmente continuo a perceber que nos gabinetes trabalham equipas muito dedicadas, sempre reduzidas para a dimensão da tarefa que está em mãos.

R – Isso parece entrar em contradição com a ideia que se tem da função pública em geral, onde parece haver gente a mais

AM – Quer no Desporto quer na Juventude, os recursos humanos deveriam ser mais, porque as políticas desportivas envolvem uma grande dedicação e transversalidade. Por vezes, os funcionários públicos são maltratados, conotados pejorativamente, mas dão muito de si, são pessoas muito dedicadas. Por vezes precisamos de fiscalizar e temos pouca gente para o fazer. O Gabinete Jurídico e de Auditoria do IDP, que tem de fiscalizar uma série de regulamentos e estatutos, tem apenas três pessoas a trabalhar. Por vezes as leis são boas, mas depois a Administração Pública não tem os recursos necessários para as aplicar. Por outro lado, as equipas pequenas também têm as suas vantagens: uma grande dinâmica e versatilidade, espírito de grupo, de não haver monotonia.

R – Sentiu, neste regresso, que houve matérias que estavam em andamento em 2005 e que agora terão de ser relançadas. Quer dar exemplos?

AM – Senti que não houve uma evolução nos índices de prática desportiva como era desejável, que ainda há algo por fazer a nível transversal das políticas desportivas, que têm de ser feitas com as outras áreas do Governo. Por exemplo, censos. Não há um atlas desportivo nacional para saber não só os hábitos de vida dos cidadãos, quem e em que condições pratica desporto, e também não existe um levantamento das infraestruturas desportivas. Onde é que elas estão, quem é que as gere, para que servem, se são sustentáveis financeiramente. Esta identificação, para depois se porem em prática as políticas, continua a carecer de um outro desenvolvimento. Tem de se apostar mais na articulação com o meio ambiente, a saúde, a agricultura, as Forças Armadas, a Administração Interna. As políticas desportivas têm sido muito concêntricas e têm de ser mais articuladas com o resto das pastas.

R – Quando fala desse mapa de infraestruturas, refere-se não só à alta competição mas à prática comum do desporto pelos cidadãos?

AM – Claro. Caber-nos-á a nós demonstrar que a preocupação desta Secretaria de Estado é fazer com que a população dos 8 aos 80 faça desporto. Neste intervalo, integramos a prática desportiva infantojuvenil, onde nos deparamos com uma taxa de obesidade muito preocupante. Há que olhar para o que se faz lá fora e adaptar às nossas realidades. Se uma câmara municipal, por exemplo, nos diz que lhe falta uma determinada infraestrutura, temos de saber qual é a sua demografia, porque as coisas têm de ser adaptadas dessa forma. Falta muito em Portugal uma visão de perspetiva, saber para que serve uma estrutura de base num determinado sítio, se serve para agora apenas ou para médio e longo prazo. Os recursos não são abundantes e, mesmo com os fundos comunitários, temos de saber se vale a pena investir em determinado tipo de infraestruturas, sejam ou não para o alto rendimento.

R – O processo longo e muitas vezes polémico, da alteração dos estatutos das federações desportivas, está concluído mas parece existir margem para retomar o assunto a médio prazo. Será assim? No futebol, houve mesmo quem defendesse que o arrastar do caso da FPF acabaria por não dar em nada, na perspetiva de uma mudança de Governo após as eleições, uma vez que o PSD não estaria de acordo com aquela iniciativa legislativa.

AM – Na minha qualidade de jurista, escrevi que não concordava com várias normas do Regime Jurídico das Federações Desportivas. Sou coerente e não mudei de ideias pelo facto de ter mudado de funções e ser agora o secretário de Estado. Aquilo que penso é que este Regime Jurídico não serve a maior parte das federações – são as próprias federações que o dizem. No Conselho Nacional do Desporto felicitei-as pelo facto de não terem recorrido à praça pública para protestarem contra algumas normas, que têm de se resolver sem grandes alaridos. Uma coisa é adaptar os estatutos das federações ao Regime Jurídico e outra coisa é a prática. As dificuldades estão inventariadas. Depois dos Jogos de Londres 2012, e nunca antes, matérias que tenham a ver com o Regime Jurídico serão alvo de análise para eventual alteração. Mas teremos de ser cautelosos, porque se estamos sempre a alterar a legislação e a impor às federações que se adaptem, isso não é bom. Como não vale de muito ter legislação bem feita, que depois não tem aplicação pratica. Falo do caso da legislação sobre a violência associada ao desporto, em que a maioria das federações não tem os seus regulamentos adaptados à lei e não a podem aplicar. Por isso, estamos a preparar uma minuta genérica para ajudar as federações e ficarem conforme a lei.

R – Clarificando. O Regime Jurídico vai manter-se até 2012 mas depois será alterado, de acordo com as lacunas ou desajustamentos identificados pelas federações?

AM – Infelizmente, o Regime Jurídico das federações desportivas, até pelo tempo longo em que foi discutido por causa da situação do futebol, demonstrou as suas carências e já há tempo suficiente de maturação da lei, que é de 2008, para se perceber que não é a ideal. Não há nenhuma federação que não esteja de acordo com o Regime Jurídico, mas há algumas que estão ainda com processos levantados pelo Ministério Público, que fiscaliza as alterações dos estatutos. Depois dos Jogos Olímpicos será o momento para haver uma adaptação do Regime Jurídico.

R – Foi um erro político do anterior governo esta iniciativa do Regime Jurídico das federações?

AM – Se o Estado transfere dinheiros e poderes que são seus às federações – e dessa forma delega as suas competências – tem que necessariamente que controlar a gestão desses dinheiros. Mas desde que não interfira na autonomia do movimento associativo a um ponto que, a meu ver, contraria a própria Constituição. Independentemente de ser constitucional ou não, o que interessa é que os modelos sirvam as federações. Uma assembleia geral de uma federação de minigolfe não é igual a uma assembleia geral de triatlo, de futebol.

R – Vai continuar a acompanhar as diferentes seleções nacionais quando competem em fases finais ou nos Jogos Olímpicos.

AM – O Estado português tem de estar ao lado dos seus melhores. O Estado não marca golos, ou consegue qualquer resultado, mas em conjunto com as federações deve procurar proporcionar condições aos atletas para renderem o seu melhor.

R – Daqui por quatro anos como gostava de ver o Desporto em Portugal?

AM – Gostava de ver resolvida a questão do Museu do Desporto, que neste momento está fechado, com um espólio enorme mas guardado em condições precárias, com uma piscina por baixo, e isso pode colocar em causa a sua manutenção. Também espero que os números do eurobarómetro mostrem que há mais portugueses a praticar desporto de forma regular. Outra preocupação é a justiça desportiva. Temos de criar um tribunal do desporto que possibilite menos conflitualidade e respostas mais céleres e baratas na justiça desportiva.

Esta entrevista está disponível online no jornal Record.

Ler, igualmente, nesta entrevista as declarações do Dr. Alexandre Mestre sobre os Centros de Alto Rendimento que  considera «[Os CAR] em si, são uma boa ideia. Mas, uma vez mais, pecou a montante. Edificaram-se muitas infraestruturas, mas não se pensou no seu modelo de gestão, de manutenção e de financiamento, no jornal Record.

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A ‘balda’ do «livro de folhas soltas» das actas da assembleia geral da Federação Portuguesa de Xadrez acabou…

Comunicado da Direcção da Federação Portuguesa de Xadrez

1. O livro de actas de reuniões da AG a partir de 20/12/2009 (acta nº 6/2009) e até 19/12/2010 (actas nºs 6/2009 de 20/12/2009, acta nº 1/2010, de 28/02/2010, acta nº 2/2010, de 28/02/2010, acta nº 3/2010, de 24/04/2010, acta nº 4/2010, de 24/04/2010, acta nº 5/2010, de 23/10/2010, acta nº 6/2010, de 27/11/2010, acta nº 7/2010, de 27/11/2010, acta nº 8/2010, de 19/12/2010) só foi entregue a esta Direcção (DFPX) no passado dia 03/09/2011, em plena Assembleia Geral.

Um novo livro de actas com as actas nºs 09/2010 (19/12/2010), 01/2011 (02/04/2011), 02/2011 (03/07/2011) e 03/2011 (03/09/2011), foi entregue pessoalmente pelo PMAG ao PFPX em 21/09/2011, com as assinaturas dos membros da mesa.

Foi solicitado por diversas vezes pela DFPX e pelos serviços da FPX a entrega destes livros o que só agora foi concretizado.

De realçar que desde que tomou posse este PFPX e esta DFPX (24/04/2010) não tiveram nenhum suporte legal em termos de actas da AG.

2. Conforme é do conhecimento da Comunidade xadrezistica e dos órgãos sociais da FPX, as deliberações da AG só têm poder executório depois de exaradas em acta, assinada e aprovada nos termos legais.

3. Esta Direcção só agora, em plenitude, está em condições de executar as deliberações legais que lhe são dirigidas. O diferimento da entrega das actas em tempo útil impede, só por si,  a execução de algumas deliberações.

4. As «actas» nº 5/2009 de 20/12/2009, nº 1/2010 de 28/02/2010, 2/2010 de 28/02/2010, 3/2010 de 24/04/2010 e 4/2010 de 24/04/2010, encontravam-se registadas num «livro de folhas soltas», que não foi reconhecido como livro de actas pelo notário, o que, desde logo impediu o registo dos estatutos da FPX. Tal foi comunicado ao Presidente da MAG, tendo o Secretário da MAG acompanhado o PFPX nas diligências junto do notário. De notar que a acta designada como nº5/2009 no «livro de folhas soltas» é agora designada como acta nº 6, mantendo a mesma data e conteúdo.

5. Entretanto o Ministério Público foi insistindo com a FPX sobre a «legalidade» dos estatutos, não podendo o PFPX e a DFPX desenvolver procedimentos para o seu registo.

6. As actas mencionadas no nº 4 aparecem agora transcritas em livro de actas, entregue à Direcção da FPX em plena  AG a 03/09/2011, e após os membros da DFPX presentes nessa AG terem comunicado que a mesa da AG não tinha entregue actas aos serviços da FPX, nem a qualquer membro da Direcção e no quadro de a DFPX estar a ser acusada de não registar os Estatutos da FPX, tendo em atenção o novo Regime Jurídico das Federações Desportivas (Dec-Lei nº 248-B/2008, de 31/12).

Este comunicado foi aprovado em reunião de Direcção da FPX, aos 25/09/2011

2011-09-25

Documento publicado no sitio oficial da FPX em 25/9/2011.

Da leitura deste comunicado percebe-se a confusão em que os xadrezistas e, em especial, os delegados da assembleia geral da FPX têm vivido ao pretenderem consultar documentos que deveriam ter sido elaborados após as reuniões e que passados meses ainda não estavam disponíveis.

Desde Outubro de 2009 que ninguém viu uma acta da assembleia geral da FPX, eis o estado a que se chegou.

Se a isto adicionarmos a balda das incompatibilidades que a mesa da assembleia geral e, em especial, o seu presidente, permitiu, então temos traçado o estado geral da federação nos últimos tempos: um tabuleiro de bananas ou a incompetência em elevado grau.

A procissão vai no adro… porque, segundo alguns delegados, a limpeza (afastamento) de certos delegados foi um acto ilegal e prepotente, um completo abuso de poder.

Pergunta do Ala de Rei: Um «Livro de folhas soltas» quantas folhas tem?

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Presidente da FP Xadrez «solicita a realização de eleições intercalares da Assembleia Geral» por falta de quórum e «pedirá novas eleições para a Direcção da FPX» esperando os restantes órgãos façam o mesmo

INFORMAÇÂO – Eleições

Com data de 29 de Agosto de 2011, foi enviado pelo Presidente da FPX, por mail ao Exmo Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Xadrez, Senhor Manuel Pintor, o seguinte texto:

«Na qualidade de Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez e no cumprimento da legislação em vigor, nomeadamente o nº 1 do artº 35.º do Decreto-Lei n.º 248-B/2008, de 31/12, (Regime Jurídico das Federações Desportivas), venho solicitar que V. Exa desenvolva todos os procedimentos associados a eleições intercalares para a Assembleia Geral, uma vez que não se encontra reunido quórum constitutivo da mesma.
Este pedido também foi aprovado (por unanimidade) em reunião de Direcção da FPX.»

Em mail complementar, na mesma data, o PFPX esclareceu que realizadas as eleições, para a constituição global do órgão da AG da FPX, pedirá, à nova AG que proceda a eleições para PFPX, naturalmente associada ao órgão DFPX. Solicitará ainda aos titulares dos restantes órgãos sociais que procedam de igual forma.

Na ausência de resposta até esta data, o PFPX convocará para uma reunião o PMAG para reflexão sobre os melhores procedimentos na relação com as próximas eleições.

2011-09-25

Documento publicado no sitio oficial da FPX em 25/9/2011.

Desconhece-se  se  o incompatível presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX já cumpriu a solicitação do presidente da FPX ou se vai manter a sua teimosia em permanecer no cargo de um órgão sem quórum legal de funcionamento.

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IDP transferiu € 26.748 para a Federação Portuguesa de Xadrez no 1º semestre de 2011

De acordo com a Listagem nº 151/2011, de 27/9, do presidente do IDP, publicada no Diário da República, 2ª série, nº 195, de hoje, 11/10, a Federação Portuguesa de Xadrez recebeu a importância de € 26.748,00, a terceira mais baixa das 48 entidades beneficiárias.

Esta importância corresponde às transferências efectuadas pelo Instituto do Desporto de Portugal, para as federações desportivas, no 1º semestre de 2011.

Destacam-se pelo seu elevado montante, o Comité Olímpico de Portugal (€  2.373.730) e as Federações de Atletismo (€ 1.750.127), Andebol (€ 1.499.296), Voleibol (€ 1.243.196) e Basquetebol (€  1.034.465), No extremo oposto, a Dança Desportiva (€ 17.340), a Pesca de Alto Mar (€ 19.280), o Xadrez (€ 26.748) e o Campismo e Montanhismo de Portugal (€ 27.400) Actividades Subaquáticas ( €  20.240).

Se a importância e o prestígio do xadrez se medissem pela quantidade de euros que recebe como rendimento do Estado, a título de subsídios e outros apoios, bem se pode ver o estado a actual da modalidade.

Na Geórgia é convidado de honra do presidente da república o ex-campeão do mundo Garry Kasparov para pôr em prática um plano para integrar o xadrez na estrutura curricular de ensino.

Aqui atira-se dinheiro para o cofre da federação para dispor como entender, sem qualquer controlo por parte do Estado, se esta verba é bem ou mal aplicada e se faz sentido continuar a despender avultadas verbas sem que a modalidade progrida e se desenvolva. 

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O presidente e o ministro da educação e ciência pediram a Kasparov para desenvolver um programa de ensino de xadrez nas escolas da Geórgia

De acordo com a imprensa internacional, em especial, os sítios online BakuToday.Net e o Chess-News.ru, o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili convidou o xadrezista russo Garry Kasparov para uma estadia de 3 dias em Tiblissi e propôs-lhe que apoiasse a introdução do xadrez na estrutura curricular de ensino na Geórgia.

Kasparov com o presidente e o ministro da educação e ciência georgianos © Sopiko Nikoladze / Chess-News

O chefe de estado georgiano propôs ao ex-campeão mundial o desenvolvimento do programa de ensino de xadrez nos colégios daquele país do Cáucaso. Saakashvili, acompanhado do ministro da educação e ciência Dmitry Šaškinym discutiram com Kasparov a nova iniciativa do presidente georgiano, de introduzir o xadrez como disciplina obrigatória nas escolas.

«Encaramos como uma etapa muito importante, pois o processo de inclusão do xadrez na estrutura de ensino está a popularizar-se em todo o mundo. É importante entender que o xadrez não é uma actividade desportiva, mas uma disciplina pedagógica», declarou Kasparov.

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A importância do xadrez levou a cidade de São Paulo a lançar programa ‘Xadrez Movimento Educativo’

Artigo de Paula Thomaz no sítio Carta Capital traz uma reportagem sobre o jovem brasileiro de 9 anos, MI Gianluca Jorio Almeida e da importância do xadrez escolar, destacando o facto da cidade de São Paulo ter apostado no xadrez em 2009, lançando o programa ‘Xadrez Movimento Educativo’, através da secretaria municipal de Educação.

«Escola do campeão brasileiro do xadrez introduziu a atividade para combater excesso de medicamentos para ‘déficit de atenção’ dos alunos. E deu certo», afirma Paula Thomaz.

A disciplina tem ajudado no desempenho do enxadrista mirim na escola, conta a mãe. Como ele começou cedo, ela acredita que o xadrez influenciou muito na formação de Gianluca. «A paciência, preparação, perseverança, com certeza são coisas que ele adquiriu com o xadrez, e são características que fazem parte da vida dele como um todo, inclusive na escola.»

É o que pensa a lenda russa do xadrez Gary Kasparov, que esteve no Brasil no início deste mês. Desde que se aposentou, em 2005, ele viaja o mundo para promover o xadrez entre as crianças. No Distrito Federal, ele chegou a afirmar que «o principal papel de projetos sociais que ensinam xadrez para crianças não é formar campeões. É usar o jogo como uma ferramenta para que o desempenho escolar das crianças melhore».

Reportagem completa aqui.

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“Os caixotes do lixo” texto de Armando Inocentes

E com prazer que publico em Ala de Rei o texto de Armando Inocentes, amigo destas lutas pela legalidade, justiça e ética no desporto. Como diz o seu autor, não sendo sobre o karaté ou o xadrez não deixa de ser sobre o desporto, as federações desportivas e os seus dirigentes. A não perder.

Os caixotes do lixo… 

Todos sabemos que o papel fundamental das federações desportivas consiste na organização de campeonatos regionais e nacionais, na preparação de selecções nacionais para competirem internacionalmente, assim como consiste na formação de treinadores, juízes e árbitros.

O desenvolvimento desportivo de base, a iniciação e a formação, essa está entregue aos treinadores nos seus clubes e associações, e são estes que, já com competidores na etapa de especialização dão luz e abrilhantam os regionais e os nacionais.

Não vou abordar o xadrez nem o karaté, como fez o meu amigo Francisco Vieira. Atente-se apenas nos últimos resultados obtidos na canoagem, no basquetebol, no voleibol, na natação e no hóquei em patins…

Há uma dicotomia entre aquilo que o Estado “patrocina” às federações para o alto-rendimento ou para a formação de técnicos e o trabalho de sapa feito por aqueles que estão no terreno e que só não formam “carne para canhão” porque possuem competências técnicas e pedagógicas (e por vezes até, organizativas). Mas estes não são subsidiados… e conhecemos as dificuldades com que trabalham por vezes treinadores, clubes e associações.

Verifica-se assim que o problema se encontra a montante, em dirigentes com fraca perspectiva conjuntural, sem conhecimentos de gestão do desporto, sem planos de desenvolvimento estratégico, incapazes de responderem a desafios que, para além de sustentarem as respectivas modalidades, sejam capazes de projetar essas mesmas modalidades.

O que fazem estes da ética desportiva? Deitam-na fora! Onde está a moral? Amarrotada e lançada para onde não interessa? Para que lhes serve a legislação, os estatutos e os regulamentos? Para serem rasgados e atirados para o caixote do lixo! Prestação de contas em AG? Nem são apresentadas (ou justificadas) ao pormenor nem analisadas detalhadamente pelos votantes: aprovem-se! E o Relatório e Contas que vá para o lixo também, no próximo ano haverá mais…

Grandes caixotes do lixo que deve haver por aí… e alguns tão cheios que devem estar!

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“Ilegalidades legais…” no Xadrez e no Karate

Nas diversas crónicas que o Prof. José Manuel Meirim escreveu no jornal Público sobre o ex-secretário de Estado da Juventude e Desporto e sobre o regime jurídico das federações desportivas, alertou por diversas vezes para a pressa que o Dr. Laurentino Dias tinha em ver aprovados novos Estatutos federativos do que em saber se alguma vez eles seriam aplicados e seria efectuada alguma fiscalização por parte do IDP.

Todas as federações aprovaram as alterações mandadas aprovar pelo governante, com as excepções da FP Futebol e da FP Vela. Federações houve que se queixaram publicamente que federações não faziam o que o sr secretário de Estado mandava fazer.

Entre as “novas” obrigações constava uma – divulgação pública de documentos – que de tão óbvia se dispensava de fazer mandar cumprir,  um vez que devia fazer parte da política normal de informação das federações aos seus associados, entretanto, alargada aos clubes e praticantes. No entanto, federações há que não se preocupam em cumprir cegamente ou com a celeridade com que fizeram aprovar os novos Estatutos. Não cumprem como não cumpriam nem os Estatutos nem o Regime Jurídico das Federações Desportivas nem restantes regulamentos.

Já se conhecia, em profusão, a situação na Federação Portuguesa de Xadrez, surge agora a Federação Nacional de Karate – Portugal a repetir as “proezas” do nosso xadrez federado. De acordo com as informações do amigo Armando Inocentes, no seu blogue Karate-do.pt, estão em causa a «falta de publicitação das decisões através da disponibilização na respectiva página da Internet de todos os dados relevantes e actualizados relativos à sua actividade», «as decisões integrais dos órgãos disciplinares ou jurisdicionais e respectiva fundamentação», as «incompatibilidades».

Quando é o próprio regime jurídico das federações que vem impor a democraticidade e a transparência da federação desportiva e estes princípios não são cumpridos, todas as espécies de peripécias e comportamentos são possíveis. O terreno é propício porque ninguém está preocupado em cumprir a lei… nem sequer fingir que ela está a ser aplicada.

A impunidade está à solta no Xadrez e no Karate.

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Sec Est Desporto defende que «há questões que devem mudar, mas não é o momento oportuno» para alterar o regime jurídico das federações desportivas

Segundo informa  a RTP

O secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Alexandre Mestre, considerou hoje não ser o «momento político oportuno» para que ocorram alterações ao Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD), apesar de considerar que há questões «que devem mudar».

Após uma reunião com a Comissão Delegada das associações distritais e regionais de futebol, Alexandre Mestre reiterou que há «questões que devem mudar no RJFD», como defendeu mesmo antes de ser secretário de Estado, mas alerta que não é este o momento para o fazer.

Para Alexandre Mestre, o programa do governo «é claro» nomeadamente no que diz respeito a alterações legislativas, pois caso sejam necessárias fazer será «pontualmente e após a maturação da legislação existente».

Também o presidente da comissão delegada das associações distritais e regionais de futebol, Júlio Vieira, considerou não ser o «momento oportuno» para alterações ao Regime Jurídico das Federações Desportivas.»

Pode não ser o momento oportuno mas o actual regime jurídico das federações desportivas é uma aberração e não poderá deixar de ser revogado ou, pelo menos, substancialmente alterado.

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«Defendo que as organizações [desportivas] devem ser autónomas» afirma Alexandre Mestre, sec. Est. Desporto

O secretário de Estado do Desporto, Alexandre Mestre, afirmou, de acordo com o jornal A Bola: «Defendo que as organizações devem ser autónomas. O Estado só deve intervir se for um valor acrescentado», disse, apelando também à paciência: «Há assuntos que reclamam urgência, mas peço mais um pouco de paciência. Vamos fazer as coisas nos timings possíveis.»

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Associações de Futebol vão pedir ao Governo alterações no Regime Jurídico das Federações Desportivas

Informa o Cnoticias.net que «As associações distritais e regionais de futebol vão propor terça-feira ao secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Alexandre Mestre, alterações no Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD)».

As principais prejudicadas com o actual regime em vigor – todas as Federações Desportivas, com excepção do futebol – permanecem silenciosas, o que não se compreende ou será que afinal, sempre lhes interessa o actual regime, que transforma as federações desportivas em departamentos governamentais?

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Imperativos de mudança… na natação. E no xadrez?

Pessoa amiga fez-me chegar o artigo Imperativo de mudança…, publicado em Chlorus, um espaço dedicado a disciplinas da natação.
A propósito das notícias económicas no nosso país, que afectam o desporto amador, ao contrário do que se passa com o futebol, onde dinheiro não falta para salários e transferências… até os clubes acabarem, o artigo debruça-se sobre as actividades das associações regionais e os apoios, sugerindo uma reestruturação que premeie o mérito.

Pela importância que pode revestir para o xadrez, permito-me transcrever o respectivo artigo.

As notícias económicas para Portugal não são nada animadoras, afetando invariavelmente o desporto amador ao contrário do profissional (futebol) que continua a gastar desmedidamente e escandalosamente em contratações de atletas.

Ora, a nossa modalidade não passa por este abono pelo que a crise começa a ser sistémica e a instalar-se nos clubes. Prova disso é a ausência de participações, já para duas épocas consecutivas, nas competições europeias. Junta-se ainda a este rol as notícias de dificuldade de alguns clubes manterem as modalidades, como o Clube Fluvial Portuense e Portinado.

Perante este estado de coisas, faz todo o sentido, no presente momento, repensar os apoios concedidos aos nossos clubes, correndo o sério risco de reduzir o número de clubes em competição, regressando ao passado e afastar-nos cada vez da Europa, deitando a perder todo o investimento que foi efetuado até aqui.

Conforme já tive oportunidade de referir em anteriores artigos aqui publicados, é minha convicção, (re)pensar se, na realidade, o atual panorama organizativo ao nível das associações é o mais correto. Se tivermos essa capacidade de fazer essa introspeção estrategicamente e redefinir os modelos atuais das associações certamente conseguiremos, não só uma organização em termos competitivos, mais objetiva e alargada, bem como redefinir novos modelos de apoio e mais apoios ao desenvolvimento desportivo dos clubes.

As associações regionais, não todas, estão assentes em modelos de desenvolvimento caducos e arreigados a um provincianismo bacoco de tempos passados, apenas com a perspetiva de manutenção de pequenos poderes instituídos e que não são mais do que a imagem de organizações inativas e pouco voltadas para o desenvolvimento desportivo da natação, ou melhor voltadas para o desenvolvimento da natação pura.

As associações regionais, em conjunto com todos os envolvidos no fenómeno desportivo, têm de apresentar na próxima assembleia federativa um projeto de modelo de reorganização nacional das associações, com o principal objetivo de desenvolver as diferentes competições nacionais e regionais, numa perspetiva mais competitiva e de apoio ao desenvolvimento das diferentes modalidades da natação e apostando no seu desenvolvimento.

De igual modo, os subsídios devem ser reajustados ao trabalho efetuado pelas diferentes associações, incentivando e premiando a aposta no desenvolvimento das modalidades, natação pura, polo aquático e natação sincronizada e não só apostar na que dá mais jeito para ganhar eleições.

Devem as instituições desportivas seguir as mesmas linhas de orientação e mudar a linha que neste momento preside à organização e escalonamento nacional das associações, correndo o risco, caso essas medidas não sejam rapidamente executadas, de a competição sofrer um profundo corte, privando os atletas em todas as modalidades de realizarem provas.

Artigo disponível em www.chlorus.net.

E quanto ao xadrez? Vamos esperar até que os clubes desapareçam ou que o Estado diminua ou acabe com os subsídios? Talvez não seja necessário, porque ao ritmo que os xadrezistas se estão a afastar da modalidade, o xadrez rapidamente irá entrar no esquecimento.

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2 Contratos-Programas celebrados entre o IDP e a FP Xadrez publicados no ‘Diário da República’

Contrato n.º 865/2011. D.R. nº 178, Série II de 2011-09-15
Presidência do Conselho de Ministros – Instituto do Desporto de Portugal, I. P.
Contrato-programa de desenvolvimento desportivo nº CP/223/DDF/2011, celebrado entre o IDP, I. P., e a Federação Portuguesa de Xadrez

Contrato n.º 866/2011. D.R. nº 178, Série II de 2011-09-15
Presidência do Conselho de Ministros – Instituto do Desporto de Portugal, I. P.
Contrato-programa de desenvolvimento desportivo nº CP/222/DDF/2011, celebrado entre o IDP, I. P., e a Federação Portuguesa de Xadrez

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Iniciar um novo ciclo!

Ala de Rei esteve parado para descanso e reflexão.

Houve necessidade de alterar o local onde se encontrava hospedado, passando em definitivo para aladerei.blog.pt. Quero agradecer publicamente ao Pedro Fonseca a disponibilidade pessoal manifestada em todo este período.

O facto da democracia funcionar para eleger dirigentes não pode satisfazer nem sossegar os dirigidos.
A legalidade deve ser respeitada e na sua ausência deve ser exercida Justiça, doa a quem doer.  Nem sempre aplicar a lei é fazer Justiça mas ignorá-la é a impunidade que se estabelece como regra.
E, no entanto, esta tem sido a tradição no xadrez.

Ala de Rei, atenta a situação grave em que vive o xadrez, não podia desistir.

Tal como o país também o xadrez está em crise, de princípios e valores.

O Xadrez português está sem rei nem roque. Estará a precisar de uma República? Talvez não, andam bananas demais à solta para que fiquemos tranquilos, como adiante se verá.

Já foi apresentada queixa, em Abril de 2009, contra a Federação Portuguesa de Xadrez na Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) para exigir o cumprimento de um direito legalmente protegido.

Já foi apresentado, em Dezembro de 2009, requerimento na Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa para obrigar a FPX a alterar os estatutos aprovados meses antes por desconformidade legal.

De há muito que aqui se denunciou a falta de cumprimento reiterado das disposições legais, estatutárias e regulamentares em vigor por parte da FPX, perante o riso e o vilipêndio de alguns.

Um documento em forma de carta aberta – Por uma nova FPX – foi dirigido e enviado ao  eleito presidente da FPX em Abril de 2010. Nele se relata a situação em que a FPX permanecia desde o seu antecessor, na mais completa ilegalidade e impunidade. Não foi nem é do meu conhecimento que algo tenha efectivamente mudado.

A política informativa da FPX é a mais desastrosa que alguma vez existiu na FPX nos últimos 1o anos e não se vislumbram melhoras.

As incompatibilidades são, há mais de 2 anos, mais do que muitas, não sendo invulgar encontrar quem esteja a ocupar três cargos em órgãos sociais na federação, na associação e no clube.

A federação não convocou nem fez aprovar o Orçamento para 2011 pelos delegados em assembleia geral nos termos dos seus Estatutos. As Contas de 2010 foram aprovadas com o voto de desempate do presidente da mesa da assembleia geral, simultaneamente, membro de órgão social de uma associação distrital.

Um autêntico golpe palaciano a forma como foram estabelecidas as normas regulamentares exigidas para a constituição das listas de delegados, por forma a controlar o poder das assembleias em nome de uma minoria organizada.

Delegados da assembleia geral da FPX foram abusivamente afastados em nome sabe-se lá de quê, senão de interpretações pessoais muito próprias que, iludem e deturpam a representatividade e a legalidade democráticas e subvertem os princípios do novo regime jurídico das federações desportivas que não é cumprido.

As sucessivas peripécias que envolveram o célebre artigo 36º do Regulamento de Competições e o Nacional da II Divisão mostram que o que existe está para durar. Pela primeira vez, que se saiba, foi necessário apresentar uma providência cautelar junto do competente Tribunal Administrativo e Fiscal para fazer valer os direitos desportivos de um clube de xadrez e fazer travar a actuação federativa.

E houve quem tivesse ficado incomodado, não por não ter sabido ou querido resolver o problema, mas por ter havido discussão entre os principais interessados e divulgação pública do desagrado geral de dirigentes de clubes e outros xadrezistas.

Um director da Associação de Xadrez de Lisboa denuncia publicamente a existência de desvio de fundos na sua associação, o que levou  a que tivesse sido aprovado em assembleia geral o pedido de procedimento disciplinar contra a anterior presidente da AXL. Mais uma vez se erguem vozes contra a divulgação da situação entre os interessados – os clubes. «É difícil ser-se honesto» ouvi clamar.

De tudo isto se foi acompanhando, aqui e acolá, na blogosfera e na vida real. E se não houvesse internet? Reinaria a calma e a paz entre os homens do xadrez… Ficaríamos todos na ignorância e, porventura, mais felizes.

Por fim, foi enviada uma exposição à FPX , na pessoa do presidente, com cópia para os anteriores secretário de Estado do Desporto e presidente do IDP. É tempo dos novos governantes conhecerem os factos expostos e agirem, perante a indiferença ou omissão dos seus antecessores e da federação que terá considerado de somenos o que se apresentou, pelo menos, até o momento, as peças não saíram do tabuleiro. «O povo é sereno», já dizia um almirante.

Pois sim, mas não será igualmente tempo de mais alguém saber alguma coisa mais?

Fica a pergunta. Até breve.

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“O IDP Morreu! Viva o Desporto!” por Fernando Tenreiro

Governo decidiu extinguir dois organismos e fundir o Instituto do Desporto com o Instituto da Juventude.

Fernando Tenreiro publicou no seu blogue, dois textos, Na fusão do desporto com a juventude e IDP morreu! Viva o Desporto! reflectindo sobre estas medidas.

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“Vicente Moura para sempre!” crónica do Prof. José Meirim

Crónica do Prof José Meirim, Vicente Moura para sempre!, publicada no Público

 

1. O leitor e presumo que alguns agentes desportivos da nossa praça, públicos e privados, vão ficar aliviados: durante Agosto, não ocuparei este espaço. Dito isto, à laia de partida para férias, miremos as assombrosas e magnificentes palavras de Vicente Moura em entrevista concedida na semana que findou. E não é fácil operar destaques numa narrativa tão prenhe de registos históricos.

2. O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) afirmou que “foi empurrado pelo Governo” após os jogos de Pequim para abandonar o COP. Mas, “por teimosia”, resolveu ficar. Ele, aditou, “até gostava de ter saído pelo próprio pé”, mas, que raio, é um teimoso encartado. Assim, sairá após 2012. E se o Governo “de então” o “quiser empurrar”? Mas por que razão haveria o Governo da altura – e agora já se pode falar “teimosamente”, pois ele não é o “Governo de agora” – de “empurrar” Vicente Moura? Diz Vicente Moura, qual politólogo: “Os políticos acham que se arranjarem um culpado fora da política é fantástico, esse é que fica com o ónus da questão, e a gente salva o que puder salvar”.

3. Depois vem uma lição de modéstia que fica sempre bem a um “não político”. “Com alguma mágoa”, Vicente Moura revelou que ainda não teve o reconhecimento do seu trabalho, que considera ter sido marcante para o organismo e movimento olímpico português, considerando também que cometeu alguns erros durante o seu percurso (Ups!). Mas, recuperando o fôlego: “Sem falsas humildades, fiz um trabalho notável. Quando entrei, o COP vivia num rés-do-chão alugado, sem dinheiro, era quase uma agência de viagens que de quatro em quatro anos organizava uma excursão aos Jogos Olímpicos. Hoje, é o que se vê, vamos fazer o museu, já temos projecto, terreno, falta arranjar dinheiro. Este trabalho não é só meu, é da equipa que me tem acompanhado” (vá lá).

4. Vicente Moura, adianta a notícia, já tem convite para os Jogos do Rio de Janeiro 2016 e gostaria de ir na condição de presidente honorário. De certeza, digo eu, que alguém lhe fará a vontade. Não referiu, contudo, a hipótese de um mausoléu. Mas, até lá, depois de 2012, admite abraçar a vida política, nomeadamente com um cargo autárquico. Vale a pena repetir esta frase: admite abraçar a vida política, nomeadamente com um cargo autárquico. Porquê a repetição? Para prevenir todos aqueles que não são políticos com o ensinamento de Vicente Moura, expresso algumas linhas atrás: “Os políticos acham que se arranjarem um culpado fora da política é fantástico, esse é que fica com o ónus da questão, e a gente salva o que puder salvar”.

josemeirim@gmail.com

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Jaque publica “Como me convertí en grande maestro y outros escritos” de Aaron Ninzovich e “Obras Completas de Reti (I)”

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Para a pressão do Futebol e do Xadrez, a arte do Tiro com Arco ou o ensino da cozinha do Mestre Tenzin?

© 2007 Biblioteca Ediores Indpendentes

 

Neste livro admirável, o Professor Herrigel, filósofo alemão que veio para o Japão e exercitou a arte do tiro com arco para compreender o Zen, concede-nos um relato esclarecedor da sua própria experiência. A sua maneira de se expressar aproximará o leitor ocidental daquela singular e aparentemente inacessível forma da vivência oriental.

Um dos aspectos mais significativos na prática do tiro com arco – e em qualquer outra arte praticada no Japão e provavelmente também noutros países do Extremo Oriente – é o facto de não ter quaisquer propósitos utilitários, nem se destinar à pura fruição estética. Na verdade, representa um exercício da consciência, com o objectivo de a pôr em contacto com a realidade última. Assim, não se pratica o tiro com arco no mero intuito de acertar no alvo, nem se maneja a espada com o fim de vencer o adversário; o bailarino não dança apenas para executar um movimento rítmico: acima de tudo pretende-se harmonizar o consciente com o inconsciente.

 

©  2010 Assírio & Alvim

 

Este pequeno texto do século XIII, breve e intenso, que se lê em menos de uma hora, dirige-se a todos aqueles que não querem fazer uma ruptura entre a sua busca interior e aquilo que fazem ao longo do dia. A leitura destas páginas ser-lhes-ámuito proveitosa, qualquer que seja a sua filosofia ou religião. E isto,mesmo quando a sua actividade nada tenha a ver coma cozinha. Porque no Tenzo kyokun, Mestre Dogen dá, é certo, um ensinamento muito preciso ao chefe cozinheiro (tenzo) de um mosteiro zen,mas, através do trabalho exemplar do tenzo, ele explica- -nos nada menos que a filosofia budista da acção. Ou, dizendo-o de outro modo: de que maneira trabalha um buda. Ou ainda: de que maneira aquele que aspira ao despertar deverá fazer o que tem a fazer.

O autor desta pequena obra-prima nasceu no Japão medieval, logo no início do ano 1200, em Uji, perto de Quioto, sendo o mais novo de uma grande família próxima da corte imperial.

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«Quem não suporta pressão no futebol deve ir jogar xadrez»

 

Quem não suporta pressão no futebol deve ir jogar xadrez

Ferdinando Teixeira, treinador do Fortaleza (clube de futebol brasileiro) em Diário do Nordeste

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Grupo de Xadrez do Porto interpõe no Tribunal Administrativo de Lisboa providência cautelar contra a Federação Portuguesa de Xadrez para salvaguardar os direitos desportivos no Nacional da III Divisão

 

Caro Francisco Vieira,

Para conhecimento

 

Fase Final da 3ª Divisão – GX do Porto avança com providência cautelar


Nota Informativa da Direcção:

Na sequência do protesto apresentado pela Direcção do Grupo de Xadrez do Porto, e dada a ausência de qualquer resposta ao mesmo por parte da Federação Portuguesa de Xadrez, decidiu o GXP agir judicialmente com o objectivo de salvaguardar os direitos desportivos que, em nosso entender, nos assistem, tendo apresentado para o efeito, no Tribunal Administrativo do Circulo de Lisboa, uma providência cautelar com vista a impedir a realização daquele Campeonato nos moldes em que se encontram definidos.

A providência cautelar já foi admitida, pelo que os intervenientes serão avisados pelo tribunal.

A Direcção
Joaquim Brandão de Pinho

 

Notícia: http://www.gxp.pt/

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A “justiça” do Tribunal Arbitral do Desporto em Lausana (Suiça) passou para o dobro

Pode ler-se no DN, que reproduz, no essencial,  o comunicado do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS/CAS), que

O custo de apresentar um recurso ou uma acção junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) duplicou no início deste mês, passando de 500 para 1000 francos suíços (de pouco mais de 420 euros para mais de 846).

A decisão foi tomada na «última reunião do Conselho Internacional de Arbitragem do Desporto (ICAS), o órgão que governa o TAS», e é justificada pelo facto de o valor exigido por cada recurso ou acção ser o mesmo desde 1994, ano em que foi implementado o órgão máximo da justiça desportiva.

Ver CAS RULES – FILING FEE FIXED AT CHF 1’000 FROM 1 JULY 2011.

A actualização dos emolumentos entrou em vigor no dia 1 de Julho de 2011.

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“Competição fora das 4 linhas” – uma reflexão estratégica sobre a sustentabilidade do futebol profissional em Portugal e o comentário do Prof. Meirim

Artigo do Prof José Meirim, Ganhar, ganhar uma vez mais, ganhar sempre!, no Público, onde aborda, segundo a sua percepção, a falta de interesse da «maioria dos presidentes dos clubes e sociedades desportivas esteja muito empenhada em planos de desenvolvimento, na sustentabilidade do negócio, em ver ao longe…. O que verdadeiramente interessa aos clubes, individualmente considerados, é obter mais receitas e ainda mais receitas, para “adquirir” mais um (sete ou oito) jogador ou rescindir com um treinador.».

1. A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) apresentou esta semana um estudo intitulado Competição fora das 4 linhas. Trata-se de uma reflexão estratégica sobre a sustentabilidade do futebol profissional em Portugal, realizada pelo Centro de Estudos em Gestão e Economia da Universidade Católica, do Porto, a pedido da LPFP. Não nos sendo possível, por ora, analisá-lo em toda a sua extensão, fica o registo da sua oportunidade e de alguns ecos noticiosos, como o do aumento do passivo dos clubes e sociedades desportivas (880 milhões de euros, tendo os clubes da I Liga inflacionado em cerca 500 milhões a dependência ao crédito bancário).

O presidente da LPFP terá afirmado: “Tal como o país, o futebol profissional precisa de acordar para a realidade e questionar se este é o caminho que nos garante competitividade e sustentatibilidade. E por muito dura que seja a resposta, ela é clara: não.”

2. Por outro lado, no basquetebol, assistiu-se a um “levantar” dos clubes da Liga e da Proliga exigindo acções concretas por parte da Federação Portuguesa de Basquetebol. Chega-se a falar, de acordo com a imprensa, na “criação de uma Associação de Clubes – um pouco na linha do que já foi a Liga de Clubes de Basquetebol (LCB) -, de forma a defender os seus interesses junto da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB)”. Redução de custos com a arbitragem, mais transmissões televisivas (procura de receitas), alterações do modelo competitivo, não-aceitação dos valores das taxas de inscrição, melhor marketing e publicidade, são algumas das “reivindicações” dos clubes do basquetebol.

3. Estes dois factos trouxeram-nos à memória registos empíricos do passado e que, ao que parece, se repetem sempre e sempre.Não conhecendo a realidade histórica da LPFP, tive a oportunidade, no entanto, de viver mais de perto as da Liga de Clubes de Basquetebol e da Liga Portuguesa de Andebol (LPA).

Quer uma, quer outra, com significativas diferenças temporais, foram consumidas por uma doença fatal, mesmo que uma, a LPA, tenha “morrido” sem dívidas: o frenesim dos dirigentes dos clubes e das sociedades desportivas em ganharem, ganharem sempre, custe o que custar, mesmo que se ponha em causa qualquer estratégia de desenvolvimento.

4. O mesmo sucede no futebol. Não creio, é a minha percepção, que a maioria dos presidentes dos clubes e sociedades desportivas esteja muito empenhada em planos de desenvolvimento, na sustentabilidade do negócio, em ver ao longe, por mais que seja esse o propósito da LPFP.

O que verdadeiramente interessa aos clubes, individualmente considerados, é obter mais receitas e ainda mais receitas, para “adquirir” mais um (sete ou oito) jogador ou rescindir com um treinador.

Não deve haver muitos dirigentes especialmente interessados em debater planeamento, estratégia, desenvolvimento, sustentabilidade do negócio, de cada um e de todos.

Onde se pode ir buscar mais dinheiro? Essa é a pergunta-chave.

5. Em tempos, um presidente de uma liga profissional confessou-me, amargurado, que convocava reuniões com os clubes para pensar o futuro, “trocar ideias”.

Ninguém as tinha. E o “nosso” presidente lá ficava sozinho a pensar, para si próprio, se valia a pena perder o seu tempo com tais preocupações.

josemeirim@gmail.com

De facto, a percepção de quem segue à distância o futebol e o seu futuro e as suas movimentações quotidianas é realmente esta.

De acordo com o blogue futebolis, É preciso acordar para a realidade e… mudar.

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Xadrez: “Uma arte passando de pai para filho” – a brasileira Academia Damasceno de Xadrez

Mais um exemplo que nos vem do Brasil. Uma família dedica-se a ensinar o xadrez, tendo criado para o efeito uma Academia de Xadrez, «um sonho» de Alécio Sousa, um bancário reformado.

Eis a história que nos é trazida pela Tribuna do Norte.

Alécio Souza  (D) na sua Academia de Xadrez

Quem não entende do esporte, encara o xadrez apenas como mais um jogo de tabuleiro, semelhante ao jogo de damas, onde um jogador tentar impor sua estratégia em busca da vitória sobre o seu oponente. Mas a ciência já mostra que por traz desse pensamento simplista existe muito mais que apenas um jogo, o movimento de peões, bispos, cavalos, torres, reis e rainhas exige muito estudo e arte. Os potiguares admiradores dessa arte terão uma excelente oportunidade para ver alguns dos nossos mais talentosos representantes hoje, lutando pelo título da primeira Taça Tribuna do Norte de Xadrez, que está sendo realizada na Academia Damasceno, na avenida Antônio Basílio 4344,  Morro Branco. A rodada terá início às 9h30.

A família Damasceno, por sinal, possui uma relação íntima com o esporte. O gosto pelo xadrez entrou no sangue dos “Damascenos” através de seu patriarca Alécio de Souza que, ao 70 anos de idade tem pelo menos 55 dedicados ao esporte. A própria esposa Evanf Maria Lima Damasceno, ele conheceu por intermédio da paixão pelo esporte de tabuleiro, e passar esse amor cultivado pelo esporte para os filhos deu um pouco de trabalho, mas os herdeiros também não demoraram muito a se apaixonarem pela arte.

Foi motivado pelo amor ao esporte que a família se reuniu para fundar em 18 de janeiro de 2008, a Academia Damasceno de Xadrez, que hoje além de reunir praticantes e mestres para disputar torneios, costuma ser usada para um propósito bem mais nobre: ensinar a arte de jogar para crianças, não importando se seja como fim terapêutico ou para alunos que – assim como os “Damascenos” – herdaram a paixão  pelo esporte dos pais.

«Nosso propósito é oferecer a oportunidade de estudo para iniciação e desenvolvimento do Xadrez até o nível médio, dando preferência aos estudantes. Aqui os alunos têm condição de aprimorar suas técnicas através da nossa biblioteca que conta com vários títulos sobre o jogo», afirmou seu Damasceno.

O trabalho voltado para crianças e adolescentes justamente pela faceta educativa do esporte, que estimula a atividade intelectual e estabiliza a personalidade de crianças e jovens durante seu crescimento. Estudos nos centros mais desenvolvidos apontam que isso é evidente, sobretudo, na puberdade: crianças que jogam Xadrez apresentam menos crises decorrentes das transformações dessa fase etária do que as que não jogam.

Assim como a natação costuma ser indicada para crianças com problemas respiratórios, o xadrez também passou a ser um aliado da psicologia para combater a hiperatividade nas crianças. «Nós recebemos um aluno que era tão hiperativo que não sentava nem para fazer suas provas na escolas. Depois que ingressou em nossas turmas, além de estar se controlando melhor, vem se revelando um jogador em potencial», destacou Zapata Damasceno.

Bancário aposentado, Alécio Souza não esconde que sempre sonhou em ter a sua própria academia de xadrez.

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Vasik Rajlich, programador de computadores campeão mundial e criador do programa de xadrez Rybka é acusado de plágio

De acordo com o correspondente do globoesporte.com em  New York,

Vasik Rajlich, criador do Rybka, vencedor das últimas quatro edições, é proibido de participar em torneios com pogramas da sua autoria.
Nem o xadrez para computadores está livre das mazelas do esporte. O Rybka, vencedor dos últimos quatro Campeonatos Mundiais, perdeu todos os títulos porque seu desenvolvedor foi acusado de plagiar o programa. Vasik Rajlich, que mora na Polônia, foi proibido de participar de competições com softwares de sua autoria. As informações são do jornal americano The New York Times.
Segundo a Associação Internacional de Jogos de Xadrez para Computador, responsável por organizar os campeonatos, Rajlich usou o código fonte dos programas gratuitos Crafty e Fruit, violando a Regra 2 de suas diretrizes, que determina que os programas sejam originais ou devem indicar os programadores do trabalho utilizado.
Para Mark Lemley, professor de Direito de Stanford e especialista em ciência e tecnologia, como os programas são gratuitos, Rajlich não teria cometido nenhum crime caso tenha copiado parte do código. No início do ano, quando surgiram os primeiros questionamentos a respeito do Rybka, o autor escreveu em um fórum no site do seu programa que «Rybka é e sempre foi um código totalmente original». Porém, de acordo com David Levy, presidente da Associação Internacional de Jogos de Xadrez para Computador, Rajlich foi convidado a se defender, mas recusou.
Plágio de um código em desafios de xadrez entre máquinas não são novidade. No ano passado, o programa SquarknII foi proibido de participar de campeonatos quando foi constatado que ele se distinguia em apenas três aspectos de outro software.

 

Ler também e com maior desenvolvimento o artigo Rybka disqualified and banned fromWorld Computer Chess Championship e o dossiê sobre o assunto em ChessVibes.

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IDP disponibiliza as “estatísticas do desporto federado” com os dados fornecidos pelas federações desportivas

Estatísticas do Desporto 1996_2009

 

Pode ler-se na página do Instituto do Desporto de Portugal (IDP) a notícia de que

O Instituto do Desporto de Portugal, I.P. disponibiliza as estatísticas do desporto, contribuindo para o conhecimento da evolução e funcionamento do sistema desportivo e cumprindo a sua função de recolha, tratamento e publicação de informação indispensável à decisão dos agentes públicos e privados na área do desporto.

As estatísticas do desporto têm como principal objectivo apresentar os principais indicadores das dimensões mais significativas da actividade desportiva federada.

As dimensões relacionadas com a actividade desportiva federada consideradas são: a produção desportiva – as medalhas conquistadas; o financiamento; os praticantes, considerando a sua distribuição no território nacional, o sexo e os escalões etários; os factores humanos e a sua formação – treinadores, árbitros e dirigentes; e a luta contra a dopagem.

Em boa verdade não se tratam das estatísticas do desporto em Portugal mas, como o IDP esclarece, das «dimensões relacionadas com a actividade desportiva federada», isto é, «os indicadores mais relevantes da actividade física e desportiva em Portugal» cujos «dados [foram] fornecidos pelas próprias federações desportivas.»
Admitindo que alguns dados possam não ser fiáveis, pela falta de tradição, rigor e exigência no apuramento dos dados por certas federações, ainda assim, não deixará de se um contributo importante para um melhor conhecimento do desporto federado, modalidade a modalidade.
Só o facto destes indicadores verem a luz do dia e serem disponibilizados publicamente já é importante. Esperemos que eles transmitam a realidade desportiva federada do nosso pais e sejam motivo de reflexão na estratégia de desenvolvimento das respectivas modalidades.
Entre as diversas modalidades disponibilizadas nas cerca de 90 páginas, encontra-se naturalmente o xadrez cuja análise cuidada pode ser efectuada pelos interessados.
Segundo o blogue O desporto e a sua economia, as «publicações do instituto e as estatísticas que actualmente estão no seu site e que irão estar no futuro no site da Fundação Francisco Manuel dos Santos, na base de dados PORDATA.» Uma excelente notícia.
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“Tudo vai mudar no desporto!” – artigo do Prof. José Meirim

Artigo do Prof. José MeirimTudo vai mudar no desporto!, publicado no jornal Público.

 

1. Lido o programa de Governo (área do desporto), pelo prisma jurídico, destacam-se três temas: (a) proceder a uma revisão pontual do ordenamento jurídico-desportivo existente e eventual adopção de novos diplomas após uma maturação da vigência da actual legislação; (b) criação de um Tribunal Arbitral do Desporto; (c) reformular a missão e a composição do Conselho Nacional do Desporto. Avancemos algo sobre estes desígnios.

2. Quanto ao primeiro, ele é um sinal de que não vai haver revolução normativa e que o Governo vai viver bem com a legislação do anterior executivo (PS), como, aliás, sempre sucedeu no passado. O PSD tem tido dificuldade em erigir o seu próprio edifício jurídico do desporto, ao contrário do PS, goste-se ou não do que este constrói. Todavia, o que o programa adianta não “bate bem” com as opiniões do novo secretário de Estado. Tomemos o exemplo do regime jurídico das federações desportivas. Alexandre Mestre sempre afirmou publicamente que tal regime jurídico é “paralisante”. Referiu mesmo a existência de um apartheid Estado/federações desportivas (uma inferioridade das federações perante o Estado): ingerência do Estado e paralisação das federações. Um diploma carregado de incompreensões, ilegalidades e inconstitucionalidades. Castrador. Tudo isto afirmou o secretário de Estado quando o não era. E agora, como vai ser?

3. Propõe o Governo criar um Tribunal Arbitral do Desporto. Até aqui tudo bem. Só que há duas perspectivas diferentes em cima da mesa e, numa delas, é parte interessada o próprio secretário de Estado. Até terça-feira de manhã, ele era membro da 2.ª Comissão Instaladora de um Centro de Arbitragem Desportiva, promovido pelo Comité Olímpico de Portugal (COP), em clara resposta de retaliação ao trabalho da Comissão sobre a Justiça Desportiva, nomeada pelo Governo para encontrar soluções no domínio da resolução dos conflitos desportivos. Aliás, o novo secretário de Estado tomou posse como membro dessa Comissão, mas já não compareceu à segunda reunião, passando a integrar, perdoe-se a expressão, as fileiras do Tribunal idealizado pelo COP. Esta Comissão, como é do conhecimento público, entregou em Maio um projecto de diploma contrário aos desígnios do COP e por este criticado. Então, que Tribunal Arbitral do Desporto vamos ter? O defendido pelo secretário de Estado até ao momento da sua tomada de posse, ou outro?

4. Por fim, o Conselho Nacional do Desporto (CND). O CND é um monstro paralisado. É evidente a necessidade da sua reformulação. Nestas páginas, por mais de uma vez, criticámos a sua composição e funcionamento (ou omissão). Não tenho, contudo, muitas esperanças na optimização do labor deste órgão consultivo. Há dezenas de anos que se cria, reformula e nada de efectivamente bom daí vem.

5. Tínhamos, em suma, uma Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto e passamos a ter uma Secretaria de Estado do Desporto e Juventude. Tanto basta para termos a certeza absoluta de que tudo vai mudar no desporto.

josemeirim@gmail.com

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«O desporto não são apenas medalhas, o desporto é uma forma de estar na vida, é uma parte da cultura de um povo» – “O futuro do desporto em Portugal”, reflexão de Horácio Lopes

Não obstante já ter sido publicado há alguns dias, o artigo de Horácio Lopes, O futuro do desporto em Portugal, em Colectividade Desportiva, mantém actualidade e devia merecer uma séria reflexão dos chamados “agentes desportivos”.

Mini campo desportivo em Belmonte

O Estado gasta anualmente perto de 60M€ a financiar Federações que se dedicam a promover campeonato nacionais e representar o país no estrangeiro.
Das várias FDN que conheço por dentro, uma grande parte deste dinheiro é gasto, não é investido. As FDN têm uma estrutura frágil, assente em pessoas com muito boa vontade mas parcos conhecimentos do que é GERIR DESPORTO e quase nada de GERIR. Quando se adianta que a nível da União Europeia a contribuição do desporto para o PIB está no intervalo 1,5% a 3%, a minha pergunta só pode ser uma:
Quando se vai dotar o deporto de uma estrutura de gestão DIGNA, CAPAZ e com KNOW HOW?

Portugal tem sido governado por pessoas com 80% de política e 20% de conhecimento/formação sobre os assuntos onde intervêm. A solução passaria por ter pessoas que “SABEM FAZER COISAS” como Secretários e Assistentes. Na verdade, todos sabemos que não tem sido assim. Os secretários e assistentes não são pessoas com capacidade técnica mas políticos de 2ª linha… E também há os de 3ª linha e por ai adiante… chegando mesmo a atingir os operacionais que implementam os serviços, que, por incrível que pareça, alguns deles também são políticos, escolhidos dentro dos partidos.

E existem políticos com conhecimentos? Claro que sim! Mas o seu estatuto de políticos, e não de especialistas nesta ou naquela matéria, impede-os de tomarem decisões pensadas a prazo, empurrando-os para a decisão fácil, de curto prazo e grande aceitação. Apesar da velocidade a que se vive actualmente, um país não se gere a um mês ou um ano. É indispensável existir um sólido plano a prazo para o desporto. Quanto às inflexões e obstáculos que apareçam, ultrapassam-se sem perder o rumo, porque existe um plano!

Um país gere-se com ALGUNS políticos a “politicar” as decisões e a fazer o seu trabalho – discutir, falar, exercer influências, pressionar… e, com MUITOS OPERACIONAIS – GENTE QUE SABE FAZER COISAS. Portugal tem sido vítima de uma imigração qualificada nos últimos anos sem precedentes.

As pessoas que SABEM FAZER COISAS estão a fugir! Já se perguntaram porquê? Naturalmente porque os cargos estão todos ocupados com políticos! Gente que fala, fala, mas não sabe FAZER COISAS. Por esse motivo, os que sabem fazer qualquer coisa com qualidade procuram locais onde esses conhecimentos sejam valorizados e utilizados para algo, enquanto no nosso país se continua a falar, falar, mas a fazer COISA NENHUMA.

É tempo de colocar pessoas que saibam fazer coisas a trabalhar! É preciso aplicar soluções a médio e longo prazo para o desporto! O desporto não são apenas medalhas, o desporto é uma forma de estar na vida, é uma parte da cultura de um povo. Um investimento a prazo em desporto potenciará indirectamente o investimento à vista que actualmente se faz em medalhas. Para que o desporto em Portugal seja uma mais-valia para a nossa sociedade potenciando todos os benefícios que muito se divulgam, é necessário dotar o mesmo das pessoas ADEQUADAS para a sua promoção, enquadrando os vários especialistas nas suas áreas de formação. Professores a ensinar, treinadores a treinar, psicólogos a consultar, médicos a tratar, …, gestores a gerir!”

(Sublinhados da responsabilidade de Ala de Rei)

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Programa do XIX Governo Constitucional para o “Desporto e a Juventude”

Medidas sobre “Desporto e Juventude” [p.96-99] constantes do Programa do XIX Governo Constitucional

 

Desporto e Juventude

 

O Governo entende o Desporto como uma componente essencial do desenvolvimento integral dos cidadãos – Desporto com todos e para todos – e pretende criar condições para estimular o desporto escolar, o de alto rendimento, as selecções nacionais e o desporto profissional.

 

Objectivos estratégicos

- Incrementar a prática desportiva contribuindo para uma população portuguesa mais saudável;

- Melhorar a acessibilidade e aumentar a participação desportiva por parte de cidadãos mais vulneráveis (portadores de deficiências, crianças e jovens, praticantes seniores, imigrantes, reclusos, etc.);

- Incentivar um modelo de colaboração entre e com os vários intervenientes da sociedade civil, movimento associativo, agentes desportivos e entidades públicas administrativas a todos os níveis;

- Actuar de forma mais interventiva na construção de uma sociedade que valoriza a ética no desporto, procurando erradicar fenómenos como a corrupção, a violência, a dopagem, a intolerância, o racismo e a xenofobia.

 

Medidas

- Realizar um programa que fomente a prática desportiva contínua ao longo da vida, contemplando inicialmente a introdução à prática desportiva e à competição através da dinamização do desporto escolar, clubes e associações e promovendo a identificação, desenvolvimento e profissionalização de talentos em centros de alto rendimento;

- Promover o aumento da prática desportiva no ensino superior, incentivando a criação de serviços desportivos académicos e preparando o estatuto estudante -atleta, bem como o apoio à participação nas Universíadas;

- Apostar num projecto de identificação e desenvolvimento de jovens talentos no desporto, em particular no âmbito dos Programas de Preparação Olímpica e Paralímpica e das Esperanças Olímpicas e em articulação com o movimento federado;

- Ajustar os estatutos de acesso ao alto rendimento, compatibilizando-os com a formação escolar dos atletas (“carreiras duais”), com modelos de gestão mista dos centros de alto rendimento;

- Promover o “mecenato desportivo” e integrá-lo no Estatuto dos Benefícios Fiscais;

- Profissionalizar os agentes desportivos e qualificá-los através de um Plano Nacional de Formação, v.g. nas vertentes da gestão e do treino em parceria com as universidades e, internamente, nas federações;

- Analisar a gestão de direitos desportivos visando a optimização do financiamento público e privado do desporto;

- Avaliar e redefinir os critérios públicos de apoio às práticas desportivas tendo em conta o contexto macroeconómico e os novos pressupostos de integração no estatuto de alto rendimento e a sua conciliação com outros financiamentos das federações e comités Olímpico e Paralímpico. Neste contexto, cabe assegurar a requalificação e a melhoria das infra-estruturas e materiais de apoio à prática desportiva como o Centro de Alto Rendimento do Jamor, alterando o seu modelo de gestão, e através da reestruturação do modelo gestionário do serviço público de medicina desportiva, privilegiando a instalação de unidades médicas e de controlo de treino nos Centros de Alto Rendimento com parcerias com o sector privado;

- Modernizar e desenvolver o parque desportivo nacional e viabilizar a gestão e utilização das instalações, equipamentos e infra-estruturas existentes com vista ao seu integral aproveitamento;

- Proceder a uma revisão pontual do ordenamento jurídico – desportivo existente e eventual adopção de novos diplomas após uma maturação da vigência da actual legislação;

- Criação de um “Tribunal Arbitral do Desporto”;

- Reformular a missão e a composição do Conselho Nacional do Desporto;

- Intensificar a interligação entre os sectores audiovisual público e do Desporto;

- Criação de um sistema nacional de informação e estatística desportiva, o “atlas desportivo interactivo e actualizado”;

- Projectar o Desporto Nacional internacionalmente e de forma concertada com o Turismo através de um criterioso apoio à organização de candidaturas a grandes eventos desportivos internacionais na base de um efectivo retorno económico, turístico e desportivo.

Portugal tem condições para criar um Programa de Embaixadores que beneficie da notoriedade internacional dos praticantes desportivos nacionais e também da notoriedade de desportistas internacionais que actuam em Portugal e o Governo promoverá uma maior cooperação bilateral e multilateral com países do espaço lusófono, europeu e ibero-americano, bem como junto de organizações internacionais.

 

Objectivos estratégicos

- Criar condições para melhorar o nível de saúde e bem-estar com iniciativas específicas para a Juventude em sectores como a prevenção e actuação nas situações de combate às drogas e ao álcool e na protecção sexual;

- Promover, junto dos professores e restantes profissionais do ensino, competências para aumentar as suas capacidades no diagnóstico e apoio a situações de saúde e bem-estar dos jovens;

- Reforçar as medidas específicas para o combate ao desemprego dos mais jovens, estimulando o empreendedorismo económico e social;

- Estabelecer um enquadramento legal claro face a comportamentos que colocam em perigo a segurança dos outros, quer a título preventivo, quer envolvendo entidades, autoridades e instituições locais e da sociedade civil através de acções efectivas de resposta a comportamentos anti-sociais e ilegais;

- Motivar os jovens – monitorizando e apoiando projectos de associações juvenis ou pelo incremento de projectos públicos locais como o “Turismo Juvenil” – para participarem de forma activa nas suas comunidades e na cidadania.

 

Aparentemente, não passa de um conjunto de generalidades, aplicável a um qualquer governo.

Consta do Programa, entre outras medidas, «Proceder a uma revisão pontual do ordenamento jurídico – desportivo existente e eventual adopção de novos diplomas …»mas só «… após uma maturação da vigência da actual legislação.»

Vamos ver se será apenas maquilhagem ou uma alteração profunda, como se impõe, do regime jurídico das federações desportivas que domesticou o movimento associativo ao impôr a interferência do estado na organização e funcionamento das federações e mesmo das associações.

Quanto à «Criação de um “Tribunal Arbitral do Desporto” esperemos que seja desta vez que passamos a ter uma instância livre e independente que julgue de direito e não de interesse as diversas questões no seio do movimento desportivo que por falta desta via e dos elevados custos dos tribunais inviabilizam qualquer tentativa acesso à Justiça e permitem a impunidade.

A ver vamos, porque esperança é coisa que não faltará após os laurentinos anos que nos governaram.

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Impõe-se a alteração do regime jurídico das federações desportivas. O Dr Alexandre Mestre, que sempre o criticou, está em excelente condição para o fazer

Como já referi, creio ser uma boa notícia para o movimento associativo, em especial, para aqueles dirigentes que sempre se opuseram a uma visão governamentalizada e estatizante do movimento associativo, a escolha do novo secretário de Estado do Desporto.

Repesco um artigo do ‘Correio da Manhã’ de 14/3/2009, apresentado em Ala de Rei, que reproduzia afirmações do Dr Alexandre Mestre em que exprimia o seu pensamento sobre o regime jurídico das federações desportivas, publicado em Dezembro de 2008 e que iria entrar em vigor em Julho de 2009.

Se tomarmos em consideração estas palavras orientadoras do seu pensamento, a produção legislativa aprovada pelo seu antecessor vai sofrer uma profunda alteração, porquanto, as maiores críticas ao regime abordam a ingerência governamental na estrutura, organização e funcionamento do movimento associativo. O que não é pouco.

Mais do que em “estado de graça” do governante, como soe dizer-se nestas alturas, creio que o movimento associativo vai poder dispor de liberdade para se organizar e funcionar como entender fora da ingerências que transformaram as federações desportivas em extensões do Estado.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, escrevia Luis de Camões…

Mas para isso, impõe-se a alteração do regime jurídico que o Dr Laurentino Dias impôs às federações desportivas. Este vai ser um dos maiores testes que o Dr Alexandre Mestre vai enfrentar agora que está em condição excelente de aplicar o que sempre defendeu.

«O novo regime jurídico das federações desportivas é castrador». É esta a opinião de Alexandre Mestre, advogado especialista em Direito Desportivo e membro da sociedade de advogados PLMJ.

O documento «imposto pelo Governo» regista «várias imprecisões e revela um desfasamento» em relação às modalidades individuais, o que levantou uma onde de críticas dos dirigentes federativos presentes na última reunião, no dia 4 de Março, na Confederação do Desporto de Portugal (CDP). Segundo Alexandre Mestre, o novo regime jurídico foi pensado para o futebol e os seus problemas. «O Estado deve disciplinar mas também deixar autonomia às federações. São elas que têm capacidade e conhecimento para as diversas modalidades», frisa o advogado, de 35 anos.

O encontro realizado na CDP contou com a presença do adjunto do Secretário de Estado [da Juventude e] do Desporto, José Manuel Chabert, mentor da nova lei, que não teve resposta para algumas dúvidas suscitadas pelos presidentes das federações, que se queixaram de pouco tempo para adaptar o novo regime. Chabert não explicou como é que se pode aplicar muitas das normas a modalidades que não têm SAD nem clubes.

«As federações são parcas em recursos e não têm conhecimentos jurídicos que lhes permitam cumprir os requisitos exigidos. As que não cumprirem serão punidas com a perda do estatuto de utilidade pública. Desportiva, com a consequente suspensão total ou parcial da actividade. O novo regime não é exequível e há uma intervenção excessiva na fiscalização e no controlo», reforçou o jurista, salientando que a actividade física e competitiva das modalidades não pode parar por período tão longo.

O Governo é ainda acusado de querer «reduzir o número das federações», embora não o assuma, mas adoptou um regime que pode conduzir a esse resultado.

Ver também Confederação discutiu o novo Regime Jurídico das Federações.

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O Dr Alexandre Mestre é o novo secretário de Estado da Juventude e do Desporto

De acordo com a comunicação social, o Dr . Alexandre Mestre é o novo secretário da Juventude e do Desporto.

É importante conhecer o programa do Governo e, em especial, da sua pasta mas a avaliar pelas diversas tomadas de posição que se foram conhecendo creio ser uma excelente escolha para uma área muito mal tratada nos últimos anos como em Ala de Rei se foi dando conta.

Segundo o semanário Sol,

Alexandre Mestre é um jurista especializado em DireitoAlexandre Mestre, o especialista de PLMJ em Direito do Desporto, publica livro “Direito e Jogos Olímpicos” Desportivo e passa pela segunda vez pela secretaria, depois de entre 2003 e 2005 ter sido adjunto de Hermínio Loureiro. Pertencia actualmente à sociedade de advogados PLMJ, liderando a equipa de Direito de Desporto.

Foi vice-presidente da International Sports Law Association, sediada na Suíça, é membro, desde 2002, do Conselho Directivo da Academia Olímpica de Portugal e é um dos escolhidos para o grupo de constituição do Tribunal Arbitral do Desporto. Doutorou-se em Direito Comunitário Desportivo na Edge Hill University, em Inglaterra.

Sobre o novo secretário de Estado, escreve Fernando Tenreiro no blogue O desporto e a sua economia,

A escolha de Alexandre Mestre é, por um lado, coerente com a realizada para outros membros do novo governo, por outro, corresponde ao trajecto do desporto tendo líderes de direito, com a particularidade de ser um advogado não oriundo da Assembleia da República, como foram muitos secretários de estado do desporto durante várias décadas.

Os próximos passos a observar serão a nomeação da sua equipa e o programa de governo para o desporto.

Mário Fernando comentou no blogue Jogo Jogado,

1 – Vão fixando este nome, porque será referido várias vezes nos próximos anos: Alexandre Mestre. No meio de umas quantas hipóteses de que se falava, todas excessivamente óbvias, é ele, afinal, o novo secretário de Estado do Desporto. Alexandre Mestre foi adjunto de Hermínio Loureiro quando este ocupou o cargo na última coligação PSD/CDS. Mas a mais recente lembrança prende-se com o facto de ter presidido ao tribunal arbitral que travou o processo eleitoral na FPF que se estava a preparar em Janeiro passado.

Precisamente Hermínio Loureiro diz que o novo secretário de Estado tem “uma visão estratégica” do desporto e um “pensamento estruturado”. Tanto quanto sei, é realmente assim. Mas isto não garante muito nos tempos que correm. Porventura, não por ele, mas pelas circunstâncias. Contudo, como aqui escrevi há já uns tempos, é a personagem que vai definir o enredo. Boa sorte, portanto, até porque vai precisar dela.

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“Ainda os estatutos da FPF?” – artigo do Prof. José Meirim

Artigo do Prof. José Meirim, Ainda os estatutos da FPF?, publicado no jornal Público.

 

1. Esta semana foi notícia o teor de uma carta da FIFA - do passado dia 8 – onde esta formulou algumas propostas/ sugestões relativamente aos novíssimos estatutos da federação portuguesa. Curiosa carta e curiosa reacção de “fontes da FPF”, citadas pela Lusa.

2. Sem ir muito ao passado, relembremos que Laurentino Dias, a direcção da FPF e a FIFA “celebraram” como que um pacto estratégico tendo em vista obter a aprovação dos estatutos da FPF, não só – segundo eles – de acordo com a lei portuguesa, mas ainda com o estatuto-tipo que a FIFA apresenta às suas associadas.

Aplicaram-se algumas sanções, ameaçaram-se outras e sempre a FIFA foi afirmando que convivia bem com o projecto de estatutos apresentado pela direcção da FPF. Algumas associações distritais de futebol, contudo, tentaram que a FIFA confrontasse esse projecto – hoje, em boa medida, presente no texto final – com os princípios e normas por que se rege a FIFA. Debalde.

3. Chega agora a missiva imperial. Segundo as fontes da FPF, as recomendações da FIFA e UEFA na rectificação de alguns pontos dos estatutos “referem-se apenas a algumas questões de pormenor”; “De alguma forma, os dois organismos dão por finalizada a nossa revisão estatutária relativamente aos seus princípios essenciais. Deixaram algumas sugestões sobre questões de pormenor a rever numa próxima assembleia-geral”.

Somente questões de pormenor? Não nos parece.

4. Sem prejuízo de a missiva da FIFA não ser ameaçadora e dela ainda transparecer que ela viverá com estes estatutos quiçá para sempre, a verdade é que não são só questões de pormenor que estão em causa. Adiantemos dois exemplos bem impressivos.

O primeiro localiza-se na competência para qualificar como profissional uma competição de futebol. A lei portuguesa (Regime jurídico das federações desportivas, artigo 59.º) dispõe a este respeito que os parâmetros para o reconhecimento da natureza profissional das competições desportivas e os consequentes pressupostos de participação nas mesmas são estabelecidos, ouvido o Conselho Nacional do Desporto, por portaria do membro do Governo responsável pela área do desporto, a qual estabelece o procedimento a observar para tal reconhecimento.

Na mesma linha vão as normas estatutárias da FPF. Ora, a FIFA diz exactamente o contrário nas suas observações, desde logo no fundamento à proposta de emenda que faz para a cláusula de definição de competição desportiva profissional. O poder de classificar uma competição como tendo aquela natureza é exclusivo da FPF. A lei (e os estatutos da FPF) dizem uma coisa e a FIFA diz outra.

5. Outra questão prende-se com a presença do presidente da FPF em reuniões dos conselhos de Disciplina e de Justiça. A lei (artigo 40.º) e os estatutos da FPF têm a mesma solução: sim à presença. A posição da FIFA – relembre-se, na carta que vimos acompanhando – é totalmente diversa: esta solução viola o princípio básico da separação de poderes. E eu não posso estar mais de acordo com essa leitura. Aliás, é algo que venho dizendo desde 1997.

6. Pergunto: será que FIFA leu, de facto, em toda a sua extensão a lei portuguesa e os estatutos da FPF, em momentos anteriores deste processo e quando procedia a múltiplas ameaças?

Pergunta 2: por que razão a FIFA, vislumbrando, agora, pelo menos duas ofensas graves ao seu ideário e normativo, as coloca em compasso de espera?

Pergunta 3: procederia da mesma forma com a Bósnia e Herzegovina ou o Burkina Faso?

Uma certeza: a FIFA tem dois (tantos) pesos e duas (quantas?) medidas.


josemeirim@gmail.com

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“O Assédio” de Arturo Pérez-Reverte

Slideshow image

O Assédio, de Arturo Pérez-Reverte
Ed. Asa
€ 18,90

Xadrez Humano

O cenário é Cádis, decorre o ano de 1811. O mistério começa com diversas mulheres encontradas mortas em diversos pontos da cidade. Antes da descoberta de cada corpo, é detonada uma bomba francesa no local, criando um estranho e significativo mapa que se revela um autêntico tabuleiro de xadrez.

Oculto, responsável pela manipulação de todas estas peças vivas, está um criminoso decidido e ambicioso, cuja frieza se revela nos pormenores que acautela – a direcção do vento, o cálculo das probabilidades.

Enredados neste enigmático jogo estão um polícia corrupto, a herdeira de um império comercial, um corsário sem escrúpulos, um taxidermista misantropo e espião, um guerrilheiro bondoso e um excêntrico artilheiro francês.

“O Assédio” reconstrói uma época e uma conjuntura, povoando-a de personagens condenados a abandonar uma época que termina, fruto das contradições que habitam a cidade onde se movem e reflexo de um tempo de mudanças, antecâmara de um século onde grande parte da forma como o Homem encara o saber se prepara para mudar.

Mais uma vez, um dos grandes escritores espanhóis constrói uma aventura que recolhe no seu interior retratos e comportamentos passíveis de uma leitura mais profunda. Como na vida real, portanto…

Recensão crítica em OJE O Jornal Económico.

 

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Sarau gímnico do Ginásio de Odivelas no dia 24/6 no Pavilhão Multiusos de Odivelas

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Parceria entre a Universidade Sénior Túlio Espanca e o Pólo de Viana do Alentejo promovem curso de xadrez

De acordo com a rádio DianaFM,

«O Salão da Junta de Freguesia de Viana do Alentejo acolhe entre hoje e a próxima segunda-feira um curso breve de xadrez» que tem (…) «tem como objectivo a transmissão das noções básicas e elementares do jogo do xadrez (…)».

Esta «iniciativa surge no âmbito de uma parceria entre a Universidade Sénior Túlio Espanca e o Pólo de Viana do Alentejo.»

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«Um desporto sem velas» artigo do Prof. José Meirim

Artigo do Prof. José Manuel Meirim, Um desporto sem velas, publicado no Público, do passado domingo

 

1. As águas estão turvas (e inquietas) e as velas como que não têm vento que as sopre. Como o futebol se distrai com os “perdidos e achados”, toda a imprensa dedicou especial atenção aos assuntos da vela.

Como ver para além das notícias? Não é fácil e por isso comecemos pelo que foi sendo adiantado ao longo destes dias.

2. O comunicado dos velejadores: suspensão da actividade devido à falta de condições financeiras, arriscando falhar os Jogos Olímpicos; as verbas a que têm direito [por parte da Federação Portuguesa de Vela (FPV)] não foram recebidas e eles têm feito “um grande esforço financeiro” para estarem presentes em competições internacionais; “os velejadores olímpicos fizeram um grande esforço financeiro para estarem presentes na regata Sail for Gold, pois consideraram que era de extrema importância competir no local onde irão ser disputadas as regatas olímpicas; decidiram suspender a actividade “até que a situação se resolva” e vão falhar para já o Campeonato da Europa de Classes Olímpicas, em Kiel. Os atletas acusam ainda a Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto (SEJD) e o Comité Olímpico de Portugal (COP) de nada fazerem para solucionar os problemas: “Poderiam ter evitado mais este interregno na actividade dos velejadores olímpicos, mas não o fizeram.”

3. Vicente Moura afirmou estar “desapontado” e “magoado” com a atitude dos velejadores (extremamente egoístas, um pouco falta de carácter). O COP, adiantou, “quase que se arrepende de se ter envolvido neste processo”. “Ao longo do ano, o Comité Olímpico geriu os dinheiros da FPV de forma que, até 18 de Maio, todas as verbas estão pagas. O Comité Olímpico pagou todas as bolsas de atletas, de treinadores, quer de todas as competições realizadas até 18 de Maio”.

4. O presidente da FPV, por seu turno, espera que os problemas financeiros dos velejadores olímpicos fiquem resolvidos rapidamente com a publicação do levantamento da suspensão de utilidade pública.

5. Laurentino Dias (L.D.) nada disse.

6. O 18 de Maio de 2011. Que relevância tem esta data? Vejamos os despachos de L.D.: 1.º (18 de Maio de 2010) – a suspensão do estatuto de utilidade pública desportiva (EUPD) da FPV pelo prazo de um ano; 2.º (17 de Agosto de 2010) – atribuição ao COP, dada a suspensão do EUPD, de poderes de gestão directa com base nos montantes reservados à FPV relativos ao projecto olímpico Londres 2012, “garantindo a operacionalização das actividades de preparação, participação competitiva e enquadramento dos praticantes, treinadores, dirigentes e demais agentes envolvidos”. Estas medidas produziram efeitos a partir de 1 de Junho de 2010, podendo ser revistas de 3 em 3 meses; 3.º (1 de Junho de 2011): cessa a suspensão do EUPD da FPV.

7. Para além de termos como duvidoso que a partir de 18 de Maio o COP não podia fazer nada sem contrariar a lei – vejam-se os precisos termos do 2.º despacho -, certo é que todos sabiam (L.D., COP e IDP), antes daquela data, o que estava para vir e nada ou pouco fizeram para prevenir a situação.

8. Mas ainda mais preocupante do que tudo isto é o facto de Laurentino Dias não estar em Londres 2012 a presenciar a “afirmação de Portugal no mundo”. Estará lá, porém – sempre está de forma benévola e com grande sacrifício para sua vida pessoal – Vicente Moura.

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«É o fim do xadrez clássico tal como o conhecemos (e eu sinto-me bem)» Alexander Grischuk

O excelente sítio Chess in Translation (notícias e entrevistas do xadrez russo em inglês) publicou a tradução em inglês da entrevista com o GM Alexander Grischuk concedeu a Evgeny Surov da Chess-News.

 

Alexander Grischuk foi o foco da controvérsia durante os recentes Matchs de Candidatos. Na sua caminhada para a final, onde não venceu qualquer partida clássica e, por vezes, concordando em rápidos empates com as brancas, parecia destacar problemas com o formato. Grischuk, no entanto, acolheu os tempos difíceis para o xadrez clássico.

Grischuk conversava com Evgeny Surov da Chess News e apresentou uma refrescante e honesta avaliação do seu desempenho em Kazan e, ao mesmo tempo, dava a sua opinião sobre a esmagadora percentagem de empates nas partidas KO. Como Gelfand disse na sua própria entrevista com Surov:

«Tenho um grande respeito pela sua opinião. Sasha [Greischuk] sempre se destacou por expressar a sua opinião com absoluta sinceridade e grande clareza.»

A frase sobre o “enterro do xadrez clássico” foi proferida por Grischuk na conferência de imprensa depois de Vladimir Kramnik ter obtido um empate sem esforço com as pretas na terceira partida do seu match em Kazan.
Eis um pequeno excerto da entrevista de Grischuk a Surov:
(…) expressou um pensamento interessante ao considerar o seu desempenho em Kazan não ter sido muito bem sucedido, por não ter conseguido ganhar uma única partida clássica. Correcto? 

Eu tenho as partidas clássicas na mente. Como pode falar de sucesso se não ganhei uma única partida em catorze? Mas, por outro lado, desde o início que não me incomodei, em especial. Era-me indiferente como ganhei o match – em Armageddon ou 3-0 na parte clássica. O principal era ganhar o match. Mas se você olhar para ele exactamente do ponto de vista do xadrez clássico, então eu não mostrei nada de especial aqui.

A entrevista, extensa mas interessantes, em inglês, pode ser lida em Chess in Translation.
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Estádio de Leiria vai a leilão por € 63.000.000,00

Entidade: Câmara Municipal de Leiria
Custo de Referência: 3.9 milhões de contos
Comparticipação do Estado: 975 mil contos
Capacidade: 30.000
Arquitecto: Tomás Taveira

Informa o sítio agência financeira, que

A Câmara Municipal de Leiria aprovou esta quinta-feira, por maioria, a proposta para levar o estádio municipal, um dos palcos do Euro 2004, a hasta pública. O valor base de licitação é de 63 milhões de euros.

De acordo com a Lusa, a deliberação, que necessita de autorização da Assembleia Municipal, foi tomada na reunião do executivo municipal, cujo acesso foi vedado aos jornalistas.

No final da reunião, o presidente da câmara, Raul Castro, afirmou estar convicto de que, «em termos de gestão», a autarquia, está «a fazer o melhor para os interesses dos munícipes de Leiria», considerando que o estádio «não pode continuar como está».

«Se a autarquia tivesse recursos, já teria resolvido o problema do topo norte [área inacabada do estádio]», explicou o autarca, independente eleito pelo PS, justificando a alienação com os encargos que o estádio acarreta e com a situação financeira do município.

Entretanto, segundo o sítio relvado,

União de Leiria vai deixar de jogar no Estádio da sua cidade e muda-se para Torres Novas. Um anúncio feito pelo presidente João Bartolomeu alegando que o clube não pode suportar os custos doEstádio Municipal de Leiria.

Os dirigentes do Leiria alegam que a SAD não consegue «suportar os 250 mil euros» anuais exigidos pela empresa municipal Leirisport pela manutenção do Estádio Dr. Magalhães Pessoa. Deste modo a equipa muda-se de malas e bagagens para Torres Novas, onde a autarquia lhe disponibiliza gratuitamente o Estádio local.

«Não queremos que nos paguem nada, mas também não queremos pagar para jogar no estádio de Leiria», frisa João Bartolomeu, revelando que o clube vai mudar «toda a estrutura» para Torres Novas, onde se realizarão todos os jogos do emblema. «É com bastante mágoa que o fazemos», diz ainda o dirigente.

A propósito do Estádio de Leiria podem ler-se as referências a este projecto imobiliário desportivo constantes da Acta 02/06, da reunião extraordinária da Câmara Municipal de Leiria em 19/1/2006.

Segundo o Expresso (em 2006)

Em Leiria, durante três anos, um “contrato leonino” fez com que a empresa municipal pagasse à União de Leiria, em vez de receber. O acordo foi revisto, mas as contas da Leirisport (responsável por outras estruturas, é certo) falam por si.

Quatro milhões de euros de prejuízos no ano passado (resultante da manutenção das estruturas, amortizações e custos financeiros); cerca de três milhões neste ano.

Em notícia do jornal Região de Leiria (em Outubro/2010),

O economista José da Silva Lopes classificou ontem o Estádio de Leiria como “monumento à estupidez nacional em matéria de investimento”, numa conferência promovida pelo Tribunal de Contas no âmbito do Dia Mundial da Poupança.

Silva Lopes considera a ineficiência dos investimentos públicos como “escandalosa” e sugeriu que antes da decisão política devem ser feitos estudos técnicos por entidades independentes.

“A ineficiência dos investimentos públicos é escandalosa”, disse o economista na conferência que teve lugar em Lisboa, acrescentando, com ironia, que os alunos universitários deveriam fazer monografias sobre a eficácia do investimento público em Portugal.

E apontou casos como Sines, os pavilhões municipais e os estádios de futebol, com destaque para o “monumento à estupidez nacional em matéria de investimento” que é o estádio de Leiria.

O economista defendeu que devia haver uma avaliação técnica de investimentos públicos, antes de aparecer a decisão política, “mas técnica independente”.

Para Silva Lopes, “os estudos técnicos são feitos por uns consultores que não sabemos bem que hipóteses é que lá puseram. Pode-se fazer estudos técnicos para justificar qualquer investimento até o estádio de Leiria”.

Sobre este “elefante branco” pode ler-se no blogue Má Despesa Pública:

(…) O sobredimensionamento dos estádios perante o uso futuro fica à cabeça, pela taxa de utilização de 20 a 30% dos lugares construídos.

Caso mais crítico é situação dos estádios municipais, que dependem das autarquias para a sua manutenção. As empresas municipais criadas para a gestão dos estádios acumulam prejuízos anuais (…) Em Leiria os 4 milhões anuais de despesa resumem o evento: 30.000 lugares num estádio com uma ocupação anual de 1000 espectadores (2006).

 

Enquanto houver alguém que pague não há-de haver problemas em construir estádios de futebol, sejam relvados ou sintéticos.

Pode não haver dinheiro para outras modalidades mas para o futebol nunca há-de faltar.

Pão e circo não pode faltar em Portugal.

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IDP publicou ‘Estatísticas do Desporto 1996-2009′

De acordo com a Lusa, reproduzido pela imprensa, foi publicado pelo Instituto do Desporto de Portugal um  estudo sobre as Estatísticas do Desporto 1996-2009.

O estudo «Estatísticas do Desporto 1996-2009», publicado pelo Instituto do Desporto de Portugal (IDP), mostra que o desporto português tinha em 2009 mais de 500 mil atletas masculinos e femininos federados, tendo o número total de atletas federados duplicado de 265.588 para 512.558.

Segundo o estudo, o futebol continua a ter larga “responsabilidade”, com 144.106 praticantes, o que corresponde a quase um terço (28,11) do total e tem quase quatro vezes mais  praticantes do que a segunda modalidade, o basquetebol.

Em 2009 havia 40.250 atletas a “afundar” em Portugal, seguido de 40.090 no voleibol, naquela que é a modalidade que mais praticantes ganhou desde 1996.

Em 14 anos, passou de sexto para o terceiro desporto com mais atletas federados (de 6.199 para 40.090 atletas federados), o que significa uma acréscimo de mais de 600 por cento.

O voleibol passou também a ser o desporto mais representado pelo sexo feminino, à frente do basquetebol e do futebol.

O xadrez tinha menos de um por mil de jogadores federados (devidamente filiados na Federação Portuguesa de Xadrez).

Embora o estudo “Estatísticas do Desporto 1996-2009”, publicado pelo IDP, refira o investimento público em 14 anos, que era de 546 milhões de euros, apenas avalia 13 anos em termos de medalhas.

De acordo com o estudo do IDP, 58 por cento do valor total investido foi colocado no programa de Desenvolvimento da Prática Desportiva, enquanto 28,4 por cento foi aplicado no Alto Rendimento e nas selecções nacionais.

Nos últimos três ciclos olímpicos, a preparação para os Jogos de Pequim, em 2010, foi a que teve um maior apoio do Estado, com uma média de 43,719 milhões de euros por ano.

Curiosamente, o ciclo olímpico de Atenas 2004 foi aquele em que houve menos investimento, com uma média de 35,854 milhões de euros por ano, mas foi o que teve melhores resultados nos Jogos, com três medalhas.

No programa de financiamento para Pequim2008, a grande fatia dos cerca de 14,75 milhões de euros atribuídos ao Comité Olímpico de Portugal foi para as actividades de preparação e participação competitiva, com 71 por cento (cerca de 9,3 milhões).

Para as bolsas dos atletas foram dedicados quase dois milhões de euros, enquanto para as bolsas dos treinadores atingiram cerca de 1,2 milhões.

Apesar destes valores, o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, lembrou que «falta em Portugal um plano integrado de desenvolvimento desportivo», que «permitiria juntar os vários projectos desportivos».

«Este estudo demonstra que Portugal continua a fazer navegação à vista. Se for preciso algo, as verbas são canalizadas para isso, mas não há uma visão global do desporto em Portugal», admitiu.

Analisando apenas os 13 anos, de 1997 a 2009, pode-se avaliar o “preço” de cada medalha nas principais provas internacionais em cerca de 975.000 euros.

Quanto a medalhas olímpicas, o atletismo conquistou 81 medalhas em provas olímpicas. Ao nível das federações individuais, além da FPA, só a Federação Portuguesa de Judo (FPJ) conseguiu somar medalhas nos 13 anos referidos no estudo, ganhando 49 em 13 anos. O triatlo, com 24 – todas desde 2003 – a Vela e o Ténis de Mesa, com 22 cada, e a natação, com 20, são as restantes modalidades acima das duas dezenas de medalhas.

Neste período, a federação com mais medalhas é a de Desporto para Deficientes, com 277, embora este organismo englobe várias modalidades, divididas, por seu turno, em diversas categorias. Também a canoagem tem revelado uma melhoria dos seus resultados, com 17 medalhas conquistadas desde 2002.

Para o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, «já há uma grande panóplia de vencedores em várias modalidades, o que não acontecia há 20 anos».

 

Quanto a números, as estatísticas do xadrez em Portugal não são fiáveis nem transparentes. Todos nós sabemos isso. Fica para outra oportunidade falar sobre este assunto.

Não sei se estas Estatísticas incluem as Olimpíadas de Xadrez, mas tal é irrelevante porque Portugal nunca conseguiu qualquer medalha nessas competições neste período.

 

As medalhas olímpicas do xadrez

A única medalha olímpica de Portugal na modalidade de xadrez foi conquistada pelo GM António Fernandes nas Olimpíadas de Manila (Filipinas), no ano  de 1992.

2nd Board
no. name code pts gms %
1. GM Sunyé Neto, Jaime BRA 8 10 80.0
2. Fancy, Stuart PNG 8 10 80.0
3. IM Fernandes, António POR 7 9 77.8

Fonte: OlimpBase.org

 

O então MI António Fernandes jogou no 2º tabuleiro e obteve a medalha de bonze (3º melhor 2º tabuleiro), com 7 pts (+5 =4 -0) em 9 partidas (77,8%).

Nessas Olimpíadas, a selecção nacional de Portugal - constituída pelo MI António Antunes, MI António Fernandes, MI Rui Dâmaso, MF Luis Galego e, como suplentes, MI António Fróis e MF José P. Santos - ficou em 43º, com 29½ em 56 possíveis.

É preciso não esquecer que o estudo só abordava as “medalhas olímpicas”.

Mas seria igualmente interessante conhecer qual foi o investimento governamental nas selecções nacionais absoluta e feminina e quantas bolsas olímpicas foram concedidas aos “atletas olímpicos”… do xadrez!

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«A criação do Tribunal Arbitral do Desporto implicará novo modelo de justiça desportiva» José Manuel Meirim

Segundo despacho da Lusa citado pelo Expresso

A criação do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), nos moldes de funcionamento propostos no relatório feito pela comissão encarregue para o efeito pelo Governo cessante, implicará, segundo o professor José Manuel Meirim, «um novo modelo de justiça desportiva».

A afirmação foi hoje proferida por aquele especialista em Direito Desportivo durante a sessão pública de assinatura de um protocolo entre a Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa (FDUNL) e o Centro de Estudos Judiciários, que levará o Direito do Desporto à escola dos magistrados a partir de novembro, num sinal da relevância crescente do desporto na sociedade actual.

No entender de José Manuel Meirim, a criação do TAD tornaria a justiça desportiva «mais célere, transparente e afastada» das federações desportivas, o que seria «algo de positivo», desde logo na «aceitação das decisões do Tribunal», que seria uma «instância supra-federativa».

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“Xadrez, ansiedade e coronariopatia” um estudo contínuo pelo sistema Holter em 16 xadrizistas em 44 competições

Renato Duprat, S. Cembranelli Neto, J. A Barros e Renato Duprat Filho publicaram na Arq Bras Cardiol; 43 (1): 19-23, 1984, um estudo para a detecção de situações ansiosas e problemas conexos em xadrezistas com o título Xadrez, ansiedade e coronariopatia.

O estudo tem algum anos mas ainda assim útil na investigação sobre os ritmos cardíacos e os níveis de ansiedade em situações de stresse como uma partida de xadrez.

RESUMO

O registro eletrocardiografico contínuo pelo sistema Holter de 16 enxadristas em 44 competições foi realizado com o objetivo de detectar arritmias, variações de frequência cardíaca (FC) e alterações morfológicas.

Foram considerados o grupo I (8) de competições convencionais (2 1/2 x 2 1/2 h), grupo II (6) de competições “relâmpago” (5 x 5 minutos) e o grupo II (4) de competições convencionais com administração previa de um beta-bloqueador oral.

A FC elevou-se em todos, variando este aumento de 15,05 a 97,14% e a elevação coincidiu com dificuldades encontradas durante a competição. Arritmias foram registradas em 4/16 (25%), porém não significativas.

Dois (12,5%) apresentaram alterações isquémicas que, em um deles, se reproduziram durante teste ergométrico posteriormente realizado.

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